Veja a situação hídrica do Ceará por região hidrográfica; reserva acumulada chega a 45,67%

  Passado alguns meses após a quadra chuvosa de 2023, a reserva hídrica dos açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) registram a marca de 45,6 % da capacidade total, valor que representa 8,47 bilhões de metros cúbicos de armazenamento. O número é superior ao acumulado nesta mesma data no ano passado, quando a marca era de 36% da capacidade total. Os dados são divulgados diariamente no Portal Hidrológico (http://www.funceme.br/hidro-ce-zend/). Atualmente, o Estado tem 24 açudes com volume acima de 90% e apenas um sangrando. Conforme explicou o Diretor de Operações, Tércio Tavares, neste segundo semestre do ano é comum as reservas diminuírem devido à intensa evaporação e aos usos para o setor produtivo e abastecimento humano, por exemplo. “É um processo completamente natural que já está sendo acompanhado pela Cogerh, pelo Estado do Ceará e pelos Comitês de Bacias Hidrográficas. Vale lembrar que o Ceará é um dos estados Brasil com maior capacidade de enfrentamento às crises hídricas”, ressaltou. Retratando com mais fidelidade as características climáticas do Ceará, cuja falta de regularidade das chuvas é preponderante, as regiões hidrográficas  seguem com situações diferenciadas, embora nenhuma se encontre em condição “muito crítica”, com reservas abaixo de 10%. As regiões do AcaraúCoreaúLitoralMetropolitana e Baixo Jaguaribe estão em situação “muito confortável”, com volumes acima de 70%. Em contrapartida, as regiões do Médio Jaguaribe e dos Sertões de Crateús registram reservas na casa dos 26%, numa condição “crítica”, conforme classificação da Cogerh.

Proximidade do El Niño

O gestor também citou a proximidade do fenômeno El Niño, bem como as precauções que a Cogerh e todo o sistema de recursos hídricos vem tomando. “Estamos monitorando a chegada do El Niño e sua amplitude, e em razão disso, e com muita prudência, optamos por alocações de água mais conservadoras. Essas decisões foram tomadas em consonância com os Comitês de Bacias, que representam entidades governamentais e não governamentais de cada município cearense. Por isso, foram alocações moderadas, mas que trazem segurança hídrica às populações”, frisou Tércio. A infra estrutura hídrica do Ceará conta ainda com o Projeto de Integração do Rio São Francisco, que se necessário, pode ser acionado. “Em uma situação de emergência, nós podemos fazer essa transferência de água e garantir ainda mais segurança hídrica para todos os cearenses”, pontuou.

Uso consciente da água

O alerta para o uso eficiente da água por parte da população não mudou. Tal postura ainda é regra para um estado como o Ceará, que se localiza numa região semiárida. “Estamos numa situação melhor se compararmos com os anos anteriores, mas não podemos perder de vista o hábito de economizar água, visto que não sabemos como será a próxima estação chuvosa”, frisou Yuri Castro, presidente da Cogerh.    

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