Comitês de Bacias Hidrográficas

Coreaú Serra da Ibiapaba Sertões de Crateús Acaraú Litoral Curu Região Metropolitana de Fortaleza – RMF  Baixo Jaguaribe Banabuiú Médio Jaguaribe Alto Jaguaribe Salgado
Bacia Hidrográfica é uma área onde toda chuva que cai drena, por riachos e rios secundários, para um mesmo rio principal, localizada num ponto mais baixo de paisagem. A Bacia Hidrográfica é separada das outras Bacias por uma linha divisória “divisor de água” (pode ser um morro ou uma serra, por exemplo) . O Estado do Ceará, segundo o Plano Estadual dos Recursos Hídricos, está dividido em 12 Bacias Hidrográficas. Caracterização das Bacias Hidrográficas

O que são Comitês de Bacia?

Os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH) são definidos pela Lei Estadual nº 14.844/2010 como “entes regionais de gestão de recursos hídricos com funções consultivas e deliberativas, atuação em bacias, sub-bacias ou regiões hidrográficas” e vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH).

O comitê é a instância mais importante de participação e integração do planejamento e das ações na área dos recursos hídricos. No Ceará, o colegiado do Comitê de Bacia é composto por representantes de instituições governamentais e não-governamentais, distribuídos em quatro setores, segundo as proporções:

Como se formaram os Comitês de Bacia?

O trabalho de formação dos Comitês no Ceará teve início em 1994, com a instalação do Comitê da bacia do Curu, em 17 de setembro de 1997, sendo este o pioneiro no Ceará, que funcionou como projeto piloto. A partir da experiência desenvolvida, expandiu-se gradativamente o trabalho de formação dos outros Comitês no Ceará.

A metodologia para a formação dos Comitês, desenvolvida pela COGERH, definiu três níveis de atuação (Açude, Vale Perenizado, Bacia Hidrográfica) com o objetivo de integrar as ações para o Apoio à Organização dos Usuários.
Em algumas bacias o processo de formação do Comitê foi impulsionado por meio do trabalho de operação participativa dos vales perenizados. Foram formadas Comissões de Operação dos Vales Perenizados, como no caso do Curu, Baixo Jaguaribe, Médio Jaguaribe e Acaraú.

Qual a importância dos Comitês de Bacia?

A formação dos Comitês permite uma gestão compartilhada das águas, de forma que não haja concentração de uso nas mãos de poucos usuários. Além disso, a gestão é feita de forma participativa, com diversos segmentos da população opinando sobre o uso da água e contribuindo para a transparência no processo de uso das águas.

Curiosidades sobre os Comitês de Bacia

Dentre as curiosidades sobre os Comitês de Bacias, cita-se:
  • Têm seu próprio Regimento Interno;
  • As Assembleias são públicas (veja Planejamento aqui);
  • Os membros têm poder de voto;
  • Os mandatos de todos os integrantes são de quatro anos;
  • Todos os membros podem se candidatar aos cargos da Diretoria (composta por presidente, vice-presidente e secretário geral, com mandato de dois anos);
  • Podem criar Comissões e Câmaras Técnicas;
  • A quantidade de membros é variável, devendo apenas obedecer aos percentuais dos quatro setores representados.
Existem, atualmente, 12 Comitês de Bacias Hidrográficas no Ceará, listados a seguir:

COMITÊS DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

ITEM

BACIA OU SUB-BACIA

ANO DE INSTALAÇÃO

Nº DE MEMBROS

MUNICÍPIOS QUE COMPÕEM A BACIA

1

CURU

1997

50

15

2

BAIXO JAGUARIBE

1999

50

09

3

MÉDIO JAGUARIBE

1999

30

13

4

BANABUIÚ

2002

50

12

5

ALTO JAGUARIBE

2002

50

24

6

SALGADO

2002

50

23

7

METROPOLITANAS

2003

60

31

8

ACARAÚ

2004

40

27

9

LITORAL

2006

40

11

10

COREAÚ

2006

30

21

11

SERRA DA IBIAPABA

2013

30

10

12

SERTÕES DE CRATEÚS

2013

30

09

Missão dos Comitês de Bacias Hidrográficas

Contribuir com a gestão integrada e descentralizada dos Recursos Hídricos, garantindo a participação da sociedade no processo decisório, buscando o desenvolvimento sustentável da bacia.

I – promover o debate de questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação com entidades interessadas;

II – propor a elaboração e aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica;

III – arbitrar, em primeira instância administrativa, os conflitos relacionados aos recursos hídricos;

IV – fornecer subsídios para a elaboração do relatório anual sobre a situação dos recursos hídricos da bacia hidrográfica;

V – acompanhar a implementação do plano de recursos hídricos da bacia hidrográfica e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas;

VI – propor ao Conselho de Recursos Hídricos do Ceará – CONERH, critérios e mecanismos a serem utilizados na cobrança pelo uso de recursos hídricos, e sugerir os valores a serem cobrados;

VII – estabelecer os critérios para o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo;

VIII – propor ao CONERH programas e projetos a serem executados com recursos oriundos do FUNERH;

IX – constituir comissões específicas e câmaras técnicas definindo, no ato de criação, sua composição, atribuições e duração;

X – acompanhar a aplicação dos recursos advindos da cobrança pelo uso dos recursos hídricos;

XI – aprovar a proposta de enquadramento de corpos d’água em classes de uso preponderante das Bacias Hidrográficas

   

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