Situação Hí­drica do Ceará apresentado no Seminário de Avaliação da Seca

Na Sessão 6: Impactos no Estado, estiveram presentes o Ceará, Maranhão, Piauí, Bahia e Minas Gerais fazendo uma análise dos anos 2010 a 2016


Entre as programações do segundo dia (1 de dezembro), do Seminário de Avaliação da Seca de 2010-2016, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste, no bairro Passaré, houve apresentações sobre Impactos no Estado, na Sessão 6,  coordenada pelo representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Sergio Zelaya Bonilla, com a presença da relatora da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Margareth Benício Carvalho. A situação hídrica do estado do Ceará foi apresentado pelo assistente da Presidência da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Gianni Lima.

Cogerh Seminario3Gianni discursou sobre o histórico dos açudes ressaltando que este período de cinco anos com chuvas abaixo da média é o pior do século. Atualmente, as 12 bacias nas quais são monitorados 153 açudes pela Cogerh acumulam um volume de 7,24%. Vale ressaltar que no final da estação chuvosa de 2015 estava com 18,29% e, no início de 2016, com 11,18%. “Hoje temos 133 açudes com volume abaixo de 30 %. Nesses quase cinco anos quase não houve aporte (chuvas) nos reservatórios. Tendo como exemplo o açude Castanhão, cuja capacidade é 6.700.000.000 bilhões de m³, em 2009, houve uma boa recarga, já em 2010 sofreu com a seca, em 2011 teve um aporte médio e, desde então, só vem reduzindo suas águas”, relata Gianni Lima.

“Hoje o estado tem 39 açudes secos e 42 em volume morto que, por sua vez, varia nas formas de utilização dessa água, mediante o tamanho de cada reservatório. Esse período de escassez hídrica gerou impactos socioeconômicos nas outorgas, retração na indústria e no setor agropecuário”, afirma Gianni Lima.

A Sessão também teve a presença do estado do Maranhão, com a secretária-adjunta de Desenvolvimento Sustentável, Liene Soares, que discorreu sobre a má distribuição pluviométrica no estado e que há uma rápida perda de água pela atmosfera. “Em 2016, foram indicados 22 municípios em situação de emergência. Houve uma queda na safra, com destaque para milho e soja. Outro fator desfavorável é que o Maranhão é o quarto estado com maior números de queimadas”, afirma.

Cogerh Seminario2O Piauí esteve presente por meio da representante da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SemahrPi), Sônia Maria Ribeiro, que relatou chuvas abaixo da média entre 2010 e 2016. Atualmente, os reservatórios monitorados estão com volume de 46,8%, entretanto, estes não tem muita capacidade e perdem rapidamente suas águas por evaporação. O maior impacto foi na produção agrícola. O estado também sofre com queimadas, mas, Sônia afirmou que 90% são proveniente de ações humanas.

O diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte, Josivan Cardoso Moreno, enfatizou ser importante reunir estados em diferentes realidades. No caso do Rio Grande do Norte, ele afirma que a qualidade das águas diminuiu muito por conta das baixas reservas hídricas. “A dignidade humana é um dos fatores mais afetados em situação de seca”, diz. São monitoradas 14 bacias e o deficit é de 2.487.984.456 m³ (76,5%). A região teve uma queda brusca na produção de mel.

O secretário da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Cruz Reis Filho, relatou perdas na agricultura e pecuária. “O seguro rural é um grande problema no Brasil. Deve-se levar em consideração que o agricultor não permanece no setor se este não viabiliza a renda”, afirma João Cruz.

A Sessão também teve a presença da Bahia, com o representante do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Eduardo Topazio, que destacou que os maiores impactos da falta de chuvas foram em pontos isolados, o que aumentou o conflito por água subterrânea no Oeste do estado. Também destacou as queimadas florestais que requer uma boa estrutura para combatê-las.

 

 

 

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