Cogerh faz limpeza das calhas dos rios Groaíras e Acaraú

A ação objetiva maior fluxo de água para atender, com mais eficiência, o abastecimento humano e múltiplos usos


Para otimizar a operação da liberação de água dos açudes Araras e Edson Queiroz, da bacia do Acaraú, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh)/Sobral está fazendo a regularização das calhas dos rios Groaíras e Acaraú – saindo do açude Edson Queiroz até o encontro das águas no rio Acaraú e saindo do açude Araras até o Baixo Acaraú.

O gerente regional de Sobral, Bartolomeu Almeida, relata que com a ação, a água dos rios fluirão com mais facilidade. “A Cogerh está fazendo a retificação dos trechos, tirando barramentos e limpando a calha, que tem muita vegetação. Durante o período chuvoso nasce muito capim e outras vegetações, que ficam no meio do rio atrapalhando o fluxo da água. Estamos tirando alguns desvios, que as vezes o rio faz, para botar na calha principal. Assim, atingiremos o maior número possível de usuários”, afirma.

SobralrecularizacaoCom a Reunião de Alocação do Vale do Acaraú, foi aprovada a vazão do Araras, com 3 m³/s, sendo em torno de 600 l/s da bacia hidráulica, para abastecimento humano, e em torno de 2.300 l/s para o Vale do Acaraú. O intuito é fazer com que essa água percorra o maior trecho possível dentro do rio Acaraú. Do açude Araras até a foz são 180 km.

Já da bacia hidráulica, que abastece oito municípios, foram liberados 340 l/s para abastecimento humano e 350 l/s para o Distrito de Irrigação Araras Norte (Dipam). Já, o restante da água (aproximadamente 2.300 l/s) ficou para o Vale, que tem vários usuários do Distrito de Irrigação do Baixo Acaraú (Dibau).

Outra ação é a fiscalização que está sendo realizada para identificação do mal uso dos rios, como de bombeamentos que não foram outorgados, retiradas irregulares e desvios de água.

“O aporte que houve nessa quadra chuvosa proporcionou atender além do abastecimento humano, contribuindo também para os múltiplos usos, no caso da irrigação. A recarga foi pequena, porque o Araras estava antes com 3% e foi para 15%, então são esses 13% que utilizaremos. Na realidade, o reservatório teria que estar com 800 milhões m³ e só está com 100 milhões m³”, relata o gerente.

Bartolomeu enfatiza: “A situação ainda é difícil e é por isso que requer essa regularização e fiscalização para aproveitar o máximo essa pouca água. Apesar da Bacia do Acaraú ter tido maior recarga em comparação às outras, não está confortável. Temos buscado trabalhar bastante com os Comitês de Bacias para conscientizar os usuários quanto ao uso consciente da água”.

 

 


Assessoria de Comunicação e Marketing
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