Previsão indica maior probabilidade de precipitações abaixo da normalidade no Ceará

O fenômeno El Niño é um dos fatores que mais colaboram para o cenário negativo Texto: ASCOM/Funceme Fotos: ASCOM/SRH O prognóstico climático para o trimestre fevereiro, março e abril indica que o Ceará tem 45% de chances de chuvas abaixo da média, 40% de probabilidade para a categoria em torno da normalidade e 15% para acima dela. Os resultados foram apresentados nesta sexta-feira (19), no Palácio da Abolição, pelo presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, e com a presença da vice-governadora do Ceará, Jade Romero, além de secretários de Governo. A Cogerh foi representada pelo Diretor Presidente Yuri Castro. Os estudos mostraram ainda a tendência de uma estação chuvosa mais curta este ano, isto é, com os principais acumulados de chuva entre os meses de fevereiro e março, sendo mais irregulares em abril e, principalmente, em maio. “O mais preocupante do cenário atual, é exatamente o que o sistema de previsão está indicando para o fim do período chuvoso. Uma estação chuvosa mais curta. Um mês de abril já com chuvas comprometidas e um mês de março já com desvios negativos”, pontuou o presidente da Funceme.

Condições oceânicas

O campo de anomalias de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) (mostra, na média das últimas quatro semanas, no oceano Pacífico equatorial central, condições térmicas (um aquecimento anômalo) que caracterizam o fenômeno El Niño. O índice ONI (Oceanic Niño Index, do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos), do período outubro, novembro e dezembro (OND) de 2023 foi de 1,9ºC (anomalia positiva). No oceano Atlântico tropical observa-se predomínio de áreas aquecidas nas porções norte e sul, (anomalias positivas de TSM), de modo que a análise do dipolo do Atlântico tropical indica um valor próximo à neutralidade. Os modelos de previsão de TSM, processados em janeiro de 2024, apontam, para o trimestre fevereiro, março e abril (FMA) de 2024, anomalias positivas no oceano Pacífico equatorial e tendência de dipolo entre neutro a positivo no Atlântico tropical.
“É importante a gente destacar que o prognóstico, mesmo que traga uma situação desafiadora, com uma possibilidade de uma quadra invernosa menor, de chuvas num período menor do que a gente gostaria, é importante destacar que esse diagnóstico, essas informações e esses dados  são primordiais para tomada de decisão do governador e também de todo secretariado. Então o governador vai fazer um anúncio, por meio do plano de vitigação dos impactos da seca, que reúne ações no desenvolvimento agrário, para impactar menos homens e mulheres do campo, ações também de educação ambiental, para que a gente também consiga conscientizar a população do uso racional da água, para que a gente não precise de outras medidas ao longo dos anos. É é importante também destacar os investimentos que tem sendo realizados nos últimos anos, Eixão das Águas, ramal do Salgado, enfim, tantas políticas, que são referência, inclusive, para o desenvolvimento”, descatou Romero.
Os estudos mostraram ainda a tendência de uma estação chuvosa mais curta este ano, isto é, com os principais acumulados de chuva entre os meses de fevereiro e março.
“Temos grandes desafios, com o momento que estamos passando, mas temos garantia de que não precisa desespero. Somos referência nacional da política de segurança hídrica, mesmo sendo um Estado semiárido. De antemão, temos ações. Cinturão das Águas, com o grande dilema de trazer águas do Jati. O ramal do Salgado, obra que está sendo feito pra fortalecer a transposição do São Francisco e contribuir com 54 cidades”, alertou Robério Monteiro, Secretário de Recursos Hídricos do Estado.
De acordo com o presidente da Cogerh, uma das medidas planejadas será a transferência de água do açude Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza, ação que não ocorria desde 2021.
“A transferência é praticamente certa em 2024 para garantir a segurança no abastecimento da RMF, somadas às águas oriundas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) para o Castanhão via Cinturão das Águas do Ceará (CAC) na região do Salgado”, afirmou Yuri Castro.

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