A Gerência de Estudos e Projetos trabalhará com as bacias do Acaraú, Metropolitanas e sub-bacia do Salgado, para garantir a oferta de água ao abastecimento humano e atividades produtivas
Para garantir a segurança hídrica das bacias do Acaraú, Metropolitanas e da sub-bacia do Salgado, minimizando os efeitos de eventos extremos, como a seca, teve início a execução dos trabalhos que levarão ao desenvolvimento do Plano de Segurança Hídrica (PSH), financiados pelo Banco Mundial. A fiscalização do projeto, que durará 18 meses, teve início em julho de 2016 pela Gerência de Estudos e Projetos (Gepro).
Serão identificadas, selecionadas e detalhadas estruturas estratégicas de usos múltiplos da água, levando em consideração o grau de risco definido como tolerável, de acordo com o Sistema de Recursos Hídricos. O estudo será composto de cinco etapas: avaliação da segurança quantitativa dos mananciais superficiais e subterrâneos; avaliação da segurança quanto à qualidade das águas dos mananciais superficiais e subterrâneos; identificação das vulnerabilidades dos sistemas de suprimento de água em relação à quantidade e qualidade; definição de estratégias de mitigação das vulnerabilidades e gestão de riscos para proporcionar segurança hídrica, e programação de ações estruturais e não estruturais.
“Com uma estimativa mais precisa da quantidade de água que pode ser utilizada e da sua demanda é possível preparar-se com antecedência para situações de seca, de forma que a economia local não se prejudique. Outro ponto importante do PSH é a promoção de atividades de sensibilização e envolvimento das comunidades indígenas e quilombolas, para que estas participem do processo de planejamento e utilização dos recursos hídricos, por meio de visitas, reuniões e consultas”, relata a gerente de Estudos e Projetos, Zulene Almada.
Dos 19 produtos que serão entregues pela Gepro, já foram finalizados três, referentes ao diagnóstico ambiental das três bacias. Serão realizadas apresentações do projeto do PSH, de acordo com a disponibilidade e a receptividade dos Comitês de Bacias das regiões.
Vale ressaltar que o projeto foi apresentado, no dia 18 de outubro de 2016, ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Ceará (Conerh) que, por sua vez, é responsável por desenvolver, entre outras funções, atividades administrativas e de planejamento, coordenação, acompanhamento, apoio tecnológico e de utilização de águas no estado do Ceará. A previsão é que o planejamento considere ações de curto e médio prazo até o ano de 2020 e de longo prazo até 2030. Serão tomadas medidas estruturais (obras de engenharia) e não estruturais (como leis de uso e ocupação do solo).
Planos de Segurança Hídrica
O Plano é um instrumento utilizado pela gestão para garantir a oferta de água para o abastecimento humano e as atividades produtivas, para que eventos extremos de secas e cheias possam ser enfrentados de forma controlada e com redução de riscos, para o desenvolvimento socioeconômico da região.
Leva-se em consideração que o Ceará tem chuvas irregulares, com períodos prolongados de seca intercalados por breves períodos de cheia. Também há um crescimento da população ao longo dos anos, aumentando a demanda por água e os riscos de uma enchente provocar consequências negativas.
Assessoria de Comunicação e Marketing
Rafaele Esmeraldo Menezes
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