Para a Cogerh, o Ceará está mais bem equipado para receber a refinaria.

Conforme O POVO apurou, a refinaria que está por vir para o Ceará deve gerar o volume de 400 mil barris/dias, o que equivale um empreendimento de médio a grande porte
Uma fonte da Petrobras disse ontem ao O POVO que a refinaria prometida para o Porto do Pecém deverá produzir 400 mil barris por dia – um empreendimento de médio a grande porte. Mesmo compreendendo cerca de 80% do chamado polígono das secas, o Ceará suportaria uma refinaria de petróleo com capacidade para gerar 400 mil barris/dia, apesar da grande demanda de água que o empreendimento requer. Quem atesta é Francisco Teixeira, presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh). Tenho capacidade de ter até 22m³ da Região Metropolitana, ainda há 1m³ do Sítios Novos. Ou seja, o Ceará pode disponibilizar 23m³ por segundo, garantiu. De acordo com Teixeira, o Ceará está mais bem equipado do que Pernambuco para receber a refinaria, por já vir se preparando há, pelo menos, dez anos. Ele explicou que, mesmo que a transposição do Rio São Francisco não saia do papel, a disponibilidade de recursos hídricos está garantida pelo menos, até 2030. Ele reconhece que, a partir de então, o Ceará pode ter dificuldades, caso haja secas consecutivas e não forem realizadas as obras da transposição. O secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, avisou que com o Canal da Integração sendo finalizado – após o início das obras, em 2006, houve atraso e a promessa é de que será concluído no fim do ano que vem – serão desaguados 3 m³ por segundo no Porto do Pecém. Além desse volume de água previsto, César Pinheiro acrescenta que já se conta hoje com 1 m³ por segundo – provenientes do açude Sítios Novos. Outorga Pinheiro informou ainda que a Petrobras deve pedir a outorga à Secretaria de Recursos Hídricos, e somente a partir daí poderá saber quanto de água será despendido. Teixeira também afirmou não saber ainda qual a demanda da refinaria, mas disse acreditar não exigir mais água do que uma usina siderúrgica. Falava-se em 1 m³ por segundo para a refinaria. A Usina Siderúrgica do Ceará pediu a outorga de 1,5 m³, disse. Teixeira explicou que o Canal do Trabalhador – construído em 1993 – tem condições de levar 5m³ por segundo, atualmente. Já o Canal da Integração teria condições de levar, segundo Teixeira, até 10m³ por segundo. Eu ainda tenho condições de gerar mais 7m³ nos açudes da Região Metropolitana. Se eu levar 3m³ pro Pecém já consigo atender a demanda, reforçou. ESTRUTURA – O canal da Integração – conhecido como Eixão – é um canal que terá 255 km quando estiver pronto, com possibilidade de suportar 22 m³ por segundo. Desses, 3 m³ vão para o Tabuleiro de Russas, enquanto 19 m³ são destinados a Fortaleza e Região Metropolitana – onde está o Complexo do Pecém. – Começando no Açude do Castanhão e, quando estiver pronto, devendo chegar até o Porto do Pecém, o Eixão, foi distribuído em cinco etapas. Segundo o secretário de Recursos Hídricos, César Pinheiro, a primeira e a segunda etapas – de totalizando 92,5 km – já estão concluídas. Elas ligam o Castanhão à Serra do Felix. A terceira etapa – da Serra do Felix a Pacajus – tem conclusão prometida para setembro deste ano. – Faltam ainda a quarta etapa, que vai interligar o açude Pacajus ao Gavião – 33,7 km. Do açude Gavião até o Porto do Pecém é a quinta parte : 55 km. Fortaleza e Região Metropolitana precisam de 10 m³ por segundo.

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