
“No planejamento das ações de fiscalização nós visitamos sistemas suspeitos de usos irregulares identificados nas imagens de satélite. Os sistemas que estiveram em desacordo com as premissas estabelecidas na Alocação de Água dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú serão autuados”, explica Hermilson, referindo-se a metodologia de gestão e fiscalização aplicada pela Cogerh e pela Secretaria de Recursos Hídricos para garantir o cumprimento da decisão tomada pelos Comitês de Bacias acerca dos usos da água dos reservatórios.
Com a detenção da tecnologia, a Cogerh tem acesso diário a imagens de alta qualidade para identificar áreas sujeitas a fiscalização, onde valem algumas regras de restrição do uso da água, definidas nos seminários de alocação de água, por exemplo. O sistema, além de monitorar possíveis irregularidades em áreas de proteção próximas a açudes, pode auxiliar também na observação da qualidade da água e nos processos para obtenção de outorgas. Vamos ter condições de identificar desmatamento em alguma área do reservatório,além de agressões ao meio ambiente em torno os mananciais. “Sem dúvidas, o Estado passa a ter um monitoramento mais efetivo com a aquisição dessa tecnologia”, avalia João Lúcio Farias, presidente da Cogerh.

Plataforma
“A plataforma reúne soluções de acesso as imagens via satélite. Com elas, o técnico interpreta alguma alteração no local, utilizando ferramentas de filtragem, comparações, inclusive podendo fazer o download dos registros”, explica Ubiratan Vieira, da empresa local Geodata engenharia, representante local da Santiago & Cintra Consultoria.
Saiba mais A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) passou a ter acesso diário a imagens de satélite de alta qualidade para identificar áreas sujeitas a fiscalização. No último dia 13 de junho a Companhia assinou contrato para obtenção das imagens com a empresa Santiago & Cintra Consultoria, representante exclusiva da Planet Lab, que detém a tecnologia de satélites. O investimento no projeto foi da ordem de R$ 2 milhões e tem duração de, pelo menos, 3 anos, conforme contrato firmado entre as partes. A companhia negocia, ainda, um protótipo de um “Sistema de Alerta”, um software que vai “avisar” quando encontrar mudanças entre períodos. “Quando o usuário fizer um desmatamento, construir um tanque, e encher alguma coisa o sistema vai notar a diferença tomando como base uma imagem anterior e uma mais recente, indicando que houve alteração no espaço”, explica Alves Neto, técnico de fiscalização. “ O sistema vai dar alertas. Então em vez de olhar pro sistema como um todo o técnico vai focar no que precisa ir”, completa.