I Festival Cultural das Nascentes discute preservação da Serra das Matas, em Monsenhor Tabosa

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú e a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) realizaram, nesta quarta-feira (5), a 1ª edição do Festival Cultural das Nascentes, realizado em alusão ao dia mundial do meio ambiente. O evento foi realizado na Aldeia Belmonte, localizada na Serra das Matas, no município de Monsenhor Tabosa.

Na região, encontram-se diversas nascentes de rios, dentre elas a nascente do Rio Acaraú. O festival foi realizado com o intuito de trazer debates e visibilidade sobre a situação das nascentes do Rio Acaraú, que estão secando, discutir formas de revitalizá-las e de realizar uma proteção constante na área.

O evento teve como anfitriões e idealizadores Luísa Canuto e Sebastião Messias, líderes da Associação Indígena Tabajara da Serra das Matas. No local, segundo a Cogerh, estiveram presentes cerca de 140 pessoas, entre membros do Comitê do Acaraú, convidados e sociedade em geral da região.

O Festival contou com momentos de imersão na cultura indígena local, com ritos religiosos, músicas e outras atividades.

Em seguida, foi realizada palestra com Leonardo de Sousa Rodrigues, biólogo da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que fez uma exposição sobre a situação das nascentes e as causas da degradação, trazendo também informações sobre as possibilidades legais de conservação e preservação da Serra da Matas e suas nascentes, dos rios Acaraú e Quixeramobim.

A presidenta do Comitê do Acaraú, Patrícia Vasconcelos, reforçou a necessidade da pauta ambiental constante na gestão dos recursos naturais.

Precisamos pensar no meio ambiente todos os dias, toda hora, minuto e todo segundo, a partir dessa reflexão trazermos uma necessidade que é urgente de mobilização, de resistência e de luta pela preservação dos recursos hídricos”, explicou.

Para encerrar, houve apresentações culturais com o mestre da cultura, cantor e cordelista Pádua de Queiroz, além de apresentação de alunos da Escola Indígena Tabajara de Malhada e da ABA Katu.

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