Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú elege nova diretoria para o biênio 2026-2028

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú realizou, nesta sexta-feira (15), sua 55ª Reunião Extraordinária no auditório do SISAR, em Sobral (CE), marcada pela eleição da nova diretoria que conduzirá os debates e ações da plenária durante o biênio 2026-2028. A escolha ocorreu por meio de votação secreta em cédula, reunindo representantes dos diversos segmentos que compõem o colegiado.

Duas chapas disputaram o processo eleitoral

A Chapa 01 – Margarida Alves foi composta por Patrícia Vasconcelos Frota (Presidenta), Ana Paula do Nascimento (Vice-Presidenta), Luisa Nascimento de Melo (Secretária) e Emanuelle Rocha dos Santos (Secretária-Adjunta).

Chapa 02 – Justiça Climática e Ambiental contou com Fábio Rodrigo de Jesus Mendes Costa Junqueira (Presidente), Francisca Zélia Sousa Silva (Vice-Presidenta), José Maria Vasconcelos (Secretário) e Francilene Lima de Maria Trajano (Secretária-Adjunta).

Com 20 votos, a Chapa 01 foi eleita e tomou posse da nova diretoria, consolidando, pela segunda vez, uma gestão conduzida integralmente por mulheres. O resultado simboliza um marco de representatividade das mulheres dentro da política de recursos hídricos no Ceará, fortalecendo o protagonismo das mulheres nos espaços de decisão e defesa dos territórios, das águas e da justiça socioambiental.

Durante a cerimônia de posse, a secretária eleita, Luisa Nascimento de Melo, destacou a importância da ocupação feminina nos espaços de poder e participação social.

“Somos dignas de ocupar esse espaço. Mulheres, mães, que estamos na base arriscando a vida. A luta é em defesa da Mãe Terra, com projeto de vida para homens e mulheres viverem com dignidade”, afirmou.

Em seu discurso, a presidenta eleita, Patrícia Vasconcelos Frota, ressaltou a necessidade de fortalecer a participação coletiva e combater as desigualdades históricas enfrentadas pelas mulheres.

“Em um país onde todos os dias 4 mulheres são mortas vitimas da violência, nos solidarizamos com todas as lutas das mulheres. O discurso do homem provedor não cabe no Comitê. Todos e todas têm o mesmo direito. Nós levamos muitos anos para conquistar o direito ao voto, para acessar universidades e escolas, e até pouco tempo as mulheres não podiam sequer abrir contas bancárias sem vínculo aos homens”, declarou.

Patrícia também reafirmou o compromisso da nova gestão com uma atuação democrática e participativa.

“Queremos continuar o trabalho de validação e tomada de decisão nesta plenária. A gestão que chega agora não será centralizadora, mas construída através do processo de participação coletiva, pensando ações e projetos que melhorem a vida de todas e todos.”

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