Documento estabelece cenários de usos da água do reservatórios em situações de escassez hídrica

Nesta quinta-feira (11), foi realizada a II Oficina para elaboração do Plano de Gestão Proativa de Secas do Açude Jaburu II. O encontro ocorreu no Auditório da Fundação Senhor Pires de Sabóia, no município de Independência, reunindo ex-membros e atuais integrantes da Comissão Gestora do Açude Jaburu II, membros do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús, representantes de instituições e segmentos envolvidos em conflitos pelo uso da água durante a última seca, além de representantes da sociedade civil organizada e do poder público.
Localizado no município de Independência, o reservatório é a principal fonte de abastecimento humano da sede urbana do município.

Debates sobre cenários
Foi apresentada e discutida a versão preliminar do Diagnóstico do Plano. A equipe detalhou a metodologia utilizada na sua elaboração, construída a partir das contribuições levantadas na I Oficina, de informações registradas em atas do CBHSC e da Comissão Gestora do Açude Jaburu II, bem como das percepções e memórias institucionais da equipe da regional da Cogerh.

O diagnóstico contempla aspectos normativos e institucionais, percepções sobre a seca, impactos e conflitos associados à escassez hídrica, além das vulnerabilidades do sistema diante desses eventos. O momento possibilitou a validação das informações pelos participantes e a inclusão de novas contribuições consideradas relevantes para o aperfeiçoamento do documento.
Na sequência, foi realizada a dinâmica “Seca em Jogo”, uma ferramenta participativa que estimula o envolvimento dos atores locais na construção do plano por meio de uma abordagem lúdica. A atividade permite aos participantes simular a gestão coletiva de um reservatório de uso comum, combinando elementos hidrológicos e sociais, como tomada de decisão, cooperação e resolução de conflitos.
Durante a dinâmica, os participantes discutiram estratégias e elaboraram propostas de gestão utilizando os recursos disponíveis no jogo. Na prática, o jogo integra a etapa de cenarização dos Planos de Secas.


Posteriormente, os participantes foram divididos em quatro grupos temáticos, organizados a partir dos impactos da seca identificados durante a I Oficina: abastecimento de água, econômico, aspectos sociais e ambiental.
Cada grupo analisou os impactos registrados durante a última seca do Hidrossistema Jaburu II, ocorrida entre 2012-2018, e definiu prioridades para enfrentamento dos principais problemas identificados.

A partir dessa análise, os grupos selecionaram os três impactos mais relevantes em cada eixo temático e propuseram ações proativas para mitigá-los, indicando os períodos mais adequados para sua implementação e as instituições responsáveis pela execução.
Ao final da atividade, os grupos apresentaram os resultados dos trabalhos, proporcionando um momento de troca de experiências e contribuições entre os participantes. As propostas consolidadas servirão de base para a construção do Plano de Ações do Hidrossistema Jaburu II.

A oficina foi conduzida pela equipe da UFC e da Funcap, responsáveis pela elaboração do plano, contando com a participação dos professores Alan Michell e Luana Viana, além da discente Thaiara Basílio.
A terceira e última oficina está prevista para o mês de julho e terá como objetivo validar o Plano de Ações e concluir a elaboração do Plano de Gestão Proativa de Seca, etapa necessária para posterior apreciação e aprovação pelo Comitê da Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús.
Os Planos de Gestão Proativa de Seca são desenvolvidos pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), com apoio institucional da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).
