
Nesta quinta-feira (5), a Comissão Gestora do Açude Nova Floresta iniciou os trabalhos de elaboração do Plano de Gestão Proativa de Secas do reservatório, na Escola de Ensino Fundamental Ulisses Paranhos Maia, em Jaguaribe.
O documento visa desenvolver ações para gestão de recursos hídricos em situação de escassez, aperfeiçoando o planejamento nas regiões. Por meio de estratégias operacionais, o plano conta com três esferas integradas: Alocação de Água, Plano de Segurança Hídrica e Plano de Gestão de Secas.
O momento foi conduzido pelo professor Paulo Lima, do IFCE campus Limoeiro do Norte, parte da equipe do Programa Cientista Chefe, com apoio da regional da Cogerh da sub-bacia do Médio e do Baixo Jaguaribe.
Durante o encontro, integrantes da sociedade civil, poder público municipal e usuários de água local relataram suas experiências sobre momentos de escassez hídrica, evidenciando os primeiros sinais do início da seca e os efeitos provocados em suas comunidades.

Na oportunidade, o professor apresentou as etapas metodológicas que envolvem a implantação do Plano:
- I) Grupo focal com a gerência local da COGERH
- II) Apresentação da proposta ao CSBH Médio Jaguaribe
- III) 1º Oficina (17/03) – roda de conversas e aplicação dos questionários com a CG
- IV) 2º Oficina (07/04) – apresentação e discussão do diagnóstico, aplicação da peça lúdica “Seca em Jogo”
- V) 3º Oficina (23/04) – elaboração do plano de ação
- VI) 4º Oficina (30/04) – definição dos estados de secas e validação do plano
- VII) Apresentação e discussão do plano com o comitê de bacias e validação.
Sobre o Plano
O Plano de Secas é coordenado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), através do Programa Cientista Chefe, em parceria com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh).
O projeto está institucionalmente vinculado à Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), por meio do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Tecnológicas de Gestão para o Planejamento dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará: Segurança Hídrica e Planejamento de Secas.
Juntamente com os Comitês de Bacia e as Comissões Gestoras, o documento estratégico, de curto prazo, visa definir ações capazes de diminuir o impacto das secas hídricas, acordando com os processos estabelecidos na alocação negociada de água já existentes.
De forma proativa, o Plano tem três pilares fundamentais que contemplam diferentes escalas e finalidades: o monitoramento preventivo e o alerta precoce, a avaliação da vulnerabilidade, do impacto e a mitigação, o planejamento e as medidas de respostas.
Avaliação da operação de uso das águas
Na ocasião, o núcleo de operação da regional explicou que a operação 2025.2 do açude Nova Floresta ocorreu dentro da normalidade, apresentando ao final (31 de janeiro) um saldo positivo de 195.784 m³ a mais no reservatório

A vazão média realizada durante entre julho e janeiro foi de 10 L/s, sendo 2 L/s para atendimento de usos produtivos com captação direta no reservatório, especialmente de vazanteiros, que cultivam em terras férteis expostas após a descida das águas, cadastrados pelo DNOCS, além de 8 L/s para liberação para o riacho Manoel Lopes para atendimento a pequenos produtores rurais.
O analista da Cogerh, Isaac Soares, explicou que o saldo positivo da operação resultou de algumas intercorrências que culminaram com a paralisação antecipada da operação. O atendimento transcorreu dentro da normalidade, com a liberação de água limitada aos dias úteis, das 05 h às 17 h, para evitar desperdícios por transbordamento no canal abaixo do açude.

Além disso, foi apresentado o prognóstico climático divulgado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para o período entre fevereiro e abril, com 20% de probabilidade de chuvas acima da média, 40% em torno da média e 40% abaixo da média.
