Colaboradores da Cogerh são orientados sobre combate ao assédio moral e sexual no ambiente de trabalho em palestra

92% das vítimas não denunciaram o assédio, segundo levantamento do Mapa do Assédio no Brasil em 2024, realizado pela KPMG. Os dados foram apresentados pela Coordenadora da Assessoria de Controle Interno e Ouvidoria da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado do Ceará (Seplag), Ana Lucia Gadelha, durante o III Seminário sobre Conscientização e Combate ao Assédio Moral e Sexual no Ambiente de Trabalho. A palestra ocorreu nesta sexta-feira (23), na sede da Cogerh, com transmissão online.

O tema do evento foi Isso não é Normal, é Assédio Moral, promovido pela Gerência de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas da Companhia (Gedep). A servidora tipificou os assédios de acordo com a direção de cada caso:

  • Moral vertical descendente: quando o superior hierárquico pratica o assédio contra o subordinado
  • Moral horizontal: entre colegas de mesmo nível hierárquico
  • Moral ascendente: quando o subordinado assedia um superior
  • Organizacional: quando a instituição estimula, tolera ou não adota práticas contra o ato

Ana Lucia explicou os fluxos de um processo administrativo dentro do Governo do Ceará, passando pelas instâncias internas, como Comissão de Ética, até chegar à Controladoria Geral do Estado (CGE).

“O gestor pode e deve cobrar trabalho, mas não ser um ditador. É uma questão de maturidade”, alertou a palestrante.

Além disso, foi abordada a diferença entre Assédio sexual e Importunação sexual, com o 1º tendo crescido 35% entre 2023 e 2024 em todo o país, passando de 6,3 mil para 8,6 mil novos casos na Justiça do Trabalho.

  • Importunação: atos libidinosos praticados sem o consentimento da vítima para satisfazer o desejo do agressor ou de terceiros
  • Assédio: envolve constrangimento para obter vantagem sexual, geralmente um contexto de hierarquia profissional

Como medidas de prevenção, a agente pública recomendou estabelecer e divulgar políticas internas, capacitar líderes e equipes, criar canais seguros de denúncia, estimular cultura de respeito e empatia.

Ao final, a gerente da Gedep, Rafaella Parente, reforçou os canais de denúncia e informações da Cogerh, como a Ouvidoria e a Comissão Setorial de Ética.

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