A Cogerh sediou, nesta sexta-feira (8), a palestra “Monitoramento de reservatórios no semiárido por sensoriamento remoto“, promovida pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
O trabalho foi apresentado pelo pesquisador da Funceme, Rafael Reis, que explicou sobre a missão SWOT (Surface Water Ocean Topography). Por meio de um satélite, é possível monitorar níveis e volumes de água em pequenos corpos d’água em todo o mundo. O projeto é fruto de uma colaboração entre a NASA e o Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES – França).
No Brasil, apenas dois sites foram contemplados para participar dessa fase inicial: os reservatórios do Ceará e o rio Amazonas. Com o apoio de instituições como a Cogerh e do Serviço Geológico do Brasil (SGB), pequenos reservatórios estão sendo monitorados desde 2022, com medições regulares de nível, área e volume de água.
“É a primeira vez que temos uma longa série temporal para entender como funcionam pequenos reservatórios, calculando variações de cota em oito reservatórios na região dos sertões de Crateús e três na região do Banabuiú. Há potencial de expansão do número de reservatórios monitorados no Estado para milhares com o SWOT, além de identificar lagos e lagoas”, afirmou Rafael.
Esses açudes servem não apenas como um laboratório natural para calibração e validação dos dados da missão SWOT, mas também como um banco de dados hidrológicos sobre a pequena açudagem no Ceará.
Dessa forma, a gestão integrada dos recursos hídricos do Estado ficará mais abastecida de estudos sobre a dinâmica dos reservatórios, como barramentos excessivos de rios, auxiliando na tomada de decisões estratégicas.