
A Cogerh, por meio da Gerência de Medição, realizou entre terça (11) e quinta-feira (13), um curso de medição de vazão em rios e em canais abertos, na sede da Companhia. No total, 24 colaboradores, com participantes de todas as regionais da instituição, receberam capacitação teórica e puderam aplicar os conceitos em campo, na saída do canal do Açude Sítios Novos, em Caucaia.

O principal equipamento abordado durante o curso foi o medidor M9, com sensor ultrassônico e capaz de fornecer perfis em rios maiores e mais fortes, em profundidades de até 80 metros. A Cogerh possui três desses instrumentos operacionais, garantindo confiança no monitoramento de estruturas como o Eixão das Águas, Cinturão das Águas e Canal do Trabalhador.

Além do M9, os colaboradores também estudaram outro medidor portátil: o FlowTracker, ideal para medições feitas a vau, ou seja, em trechos de rios com profundidade de até 1,2 metros, dispensando o uso de embarcações. São 10 desses equipamentos de última geração distribuídos pelas regionais da Companhia, assegurando integridade dos dados coletados e da localização geográfica das medições.
Para Julio Cezar, da regional da bacia dos Sertões de Crateús, o diferencial do curso “é a segurança e a precisão dos equipamentos na obtenção das vazões e, com isso, uma segurança nas informações obtidas na tomada de decisão e melhora da gestão e da segurança hídrica com essas informações mais assertivas“.


Em agosto de 2024, a Cogerh realizou um treinamento voltado ao FlowTracker, cujo reforço para alguns neste ano intensifica a confiança na base de dados para os usuários cearenses.
“A Cogerh vem qualificando seu quadro para responder com excelência um uso racional da água. Visto que cada gota conta, é preciso conhecer melhor os volumes que estamos usando, por isso precisamos de uma medição de alta eficiência. As estações portáteis permitem uma ampliação do controle feito pelas estações fixas, ou seja, para o sistema gestor promover uma maior eficiência nas transferências”, falou Paulo Miranda, gerente de medição da instituição.

Essas capacitações frequentes evitam que variações nas leituras passem despercebidas, mantendo o nível de alerta dos técnicos sempre alto, consolidando um fluxo de trabalho firme, como explica o técnico Anderson Lima, da regional das bacias metropolitanas.
“Combinando prática direcionada e alinhamento técnico, o treinamento trouxe mais segurança operacional e padronização nos procedimentos, permitindo que as equipes compreendam não apenas o ‘como fazer’, mas também o ‘por quê’ de cada etapa da medição”, disse o colaborador.
