Durante o evento foi apresentado o andamento das obras da Transposição do Rio São Francisco e as ações que o Governo do Estado tem feito para minimizar os efeitos da seca
Para acompanhamento da operação dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú, no primeiro semestre de 2016, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), em parceira com a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (DNOCS), realizou a II Reunião com a Comissão de Acompanhamento da Operação dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú do ano de 2016, no dia 7 de abril, no auditório do Instituto Federal do Ceará (IFCE) Campus Limoeiro do Norte.
Na ocasião a equipe técnica das regionais da Companhia apresentaram o resultado da operação dos açudes Banabuiú, Orós e Castanhão, no período de 03 de fevereiro a 01 de abril, destacando que a vazão média operada nos reservatórios encontram-se dentro dos parâmetros aprovados pelos Comitês de Bacias Hidrográficas.
Durante a reunião ocorreu a apresentação do andamento das obras da Transposição do São Rio Francisco, pelo representante do Ministério da Integração Nacional, Alexandre Fontenele, que destacou a importância do Projeto de Integração do Rio São Francisco como uma prioridade do Governo Federal. Enfatizou que a atual execução física do empreendimento é de 84,4%, sendo que o eixo norte, que trará as águas do São Francisco para o Ceará e Paraíba, encontra-se com 85,8%, ao passo que o eixo leste encontra-se com 82,5% de execução.
Destacou também que já foram acionadas três Estações de Bombeamento (EB) do Projeto, EBV-1 e EBV-2, no eixo leste, e a EBI-1, no eixo norte, sendo que a EBI-2 do eixo norte deve ser concluída até o final do mês de abril, com previsão de que entre setembro e outubro as águas do São Francisco estejam chegando ao Ceará.
A diretora de Operações da Cogerh, Débora Rios, destacou a importância da chegada da água da Transposição ainda neste ano, frisando que o Governo do Estado está trabalhando para minimizar os impactos da seca. Tento desenvolvido uma série de ações como perfuração de poços, construção de Adutoras de Montagem Rápida (AMR), além da intensificação da operação carro-pipa.
Já o diretor de Planejamento da Cogerh, Ubirajara Patrício, afirmou que a situação dos abastecimentos das cidades e distritos, são monitorados semanalmente. Além disso, destacou que devido ao baixo aporte que vem ocorrendo nos reservatórios Castanhão, Banabuiú e Orós, deverá ser preciso antecipar o Seminário de Alocação das Águas do vale perenizado para o segundo semestre do ano.
Nas discussões a plenária destacou a necessidade de reforçar as ações de redução no consumo de água na Região Metropolitana de Fortaleza, descrevendo o impacto sobre o setor produtivo do Vale do Jaguaribe, que tem sua economia voltada ao setor primário.
O coordenador Estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Rogério Leite, destacou o importante trabalho da gestão de recursos hídricos do estado do Ceará, que é referência nacional, capaz de minorar o grande impacto provocado por cinco anos seguidos de seca.
A reunião contou com a participação de 71 instituições, entre membros dos Comitês de Bacias Hidrográficas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, usuários, Sociedade Civil Organizada e Poderes Públicos Municipal, Estadual e Federal. Além das equipes técnicas das gerências regionais de Limoeiro do Norte, Iguatu, Crato e Fortaleza.
Assessoria de Comunicação e Marketing
Lúcia de Sousa Bernardino
Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – Cogerh
Fone: +55 85 3218.7024
lucia.bernardino@cogerh.com.br
Twitter: @Cogerh_ce
Facebook:https://www.facebook.com/cogerh
