Companhia e entidades do Estado e municipais discutiram ações para mitigar impactos dos resíduos descartados no rio
Texto e Fotos: ASCOM/SEMA
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Cogerh discutiu nesta terça-feira (15), na Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (
Sema) junto a representantes de vários órgãos, a implementação de
ecobarreiras para filtragem de resíduos em um dos afluentes do
rio Maranguapinho.
Ecobarreiras são estruturas flutuantes que, ao serem colocadas transversalmente nos leitos fluviais, viabilizam a contenção do fluxo de resíduos flutuantes, majoritariamente constituídos por materiais plásticos e descartáveis.

De acordo com o secretário executivo da Sema, Gustavo Vicetino, o encontro atendeu demanda do Instituto de Meio Ambiente de Caucaia (Imac). Ele informou que além de debater soluções como as ecobarreiras, em um primeiro momento, o que está em estudo entre as entidades é a celebração de um pacto para reduzir o volume de resíduos no rio Maranguapinho ou nos afluentes do mesmo.
“Discutimos ações de educação ambiental, de fiscalização e monitoramento no leito do manancial, junto à todos os municípios que compõem a bacia do rio. A ideia é sensibilizar a população local a não jogar lixo no entorno do rio e a fazer parte desse processo de forma positiva”, disse.
O gerente regional da Cogerh das bacias metropolitanas, Rodrigo Vasconcelos, explicou que 95% da bacia do Rio Maranguapinho está em municípios fora de Caucaia e o material no leito é recebido pelo município, podendo acabar nas praias de Caucaia.
“Para impedir, a coleta é feita antes que o material atinja a foz, destinando os resíduos ao aterro municipal. Está sendo feita uma força tarefa para mitigar o problema, visto que a solução seria ações de conscientização ambiental de longo prazo, junto à população”, comentou.
A Cogerh se comprometeu a pautar esse assunto em uma reunião do Comitê das Bacias Metropolitanas, em fevereiro, para apresentar o projeto e articular junto ao colegiado parcerias privadas com usuários de água bruta que se interessam em apoiar o projeto.
Pela Companhia, participaram colaboradores da Secretaria Executiva da Presidência (Débora Rios e Claire Anne), Assessoria Socioambiental (Ana Araújo e Vinicius Nascimento), Gerência de Projetos (Cibele Reis e Micaella Texeira) e da Gerência das Bacias Metropolitanas (Rodrigo e Lorena Magalhães).
Entre as entidades participantes do encontro estavam representantes do Instituto Winds for Future, o Imac, a Secretaria das Cidades, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma), da Rede de Catadores do Ceará, das Prefeituras de Fortaleza, Caucaia, Maranacaú e Maranguape, do Parque Estadual Botânico do Ceará e técnicos das coordenadorias de Desenvolvimento Sustentável (Codes) e de Educação e Articulação Social (Coeas), da Sema. Foi constituído um grupo de trabalho (GT) para viabilizar a ação que está sendo chamada de Pacto pelo Maranguapinho.
Saiba mais
O Maranguapinho é o maior afluente do rio Ceará, nasce na Serra de Maranguape e desemboca no rio Ceará a 26km. A área da bacia do rio Maranguapinho tem 6571,53ha, abrange além de Maranguape, os municípios de Maracanaú, Fortaleza e Caucaia. É o maior afluente do rio Ceará.