Dando prosseguimento a mais uma etapa relativa à criação da Unidade de Conservação (UC) dos açudes Pacoti, Riachão e Gavião, a Cogerh, em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), e o Comitê de Bacias da Região Metropolitana de Fortaleza, discutiu na última terça-feira (31), os cenários propostos com base em aspectos físicos, bióticos e socioeconômicos observados na área do estudo da Unidade, que deve abranger uma área de de 173 km².
As discussões foram conduzidas pelo grupo Nippon Koei Lac do Brasil Ltda – empresa contratada pela Cogerh para executar os estudos ambientais. Segundo Kátia Cury, consultora da Nippon e coordenadora do projeto, a criação das Unidades de Conservação ajudará a manter as espécies nativas de fauna e flora da região, além de “proteger os recursos naturais, os recursos hídricos e garantir o abastecimento público”.
Em julho deste ano, os detalhes do estudo que embasam a criação da área de conservação foi apresentado a setores do poder público municipal e estadual, membros dos comitês de Bacias e sociedade em geral durante seminário virtual transmitido ao vivo pelo canal oficial da Sema no YouTube.O gerente das Bacias Metropolitanas, Krishna Martins, considerou o diálogo como um “momento muito rico, tendo em vista a apresentação e discussão de propostas e cenários de criação das unidades com justificativas de prós e contras sendo analisadas”, exemplificou se referindo à metodologia do trabalho.
O projeto será realizado nos três principais açudes da Região Metropolitana de Fortaleza, abrangendo uma área de 173 km² entre os municípios de Pacatuba, Itaitinga, Guaiuba, Aquiraz, Horizonte e Pacajus. A iniciativa é fundamental para a conservação dos mananciais e abrange ainda a fase de consultas públicas nos municípios citados, que devem ocorrer até o final do ano.
