A situação hídrica do Açude Monsenhor Tabosa foi assunto da reunião informativa desta quarta-feira (18), realizada no auditório da Secretaria de educação no município de Monsenhor Tabosa.
O reservatório pertence à sub-bacia hidrográfica do rio Banabuiú, mas atualmente é monitorado pela Gerência Regional da Cogerh da Bacia dos Sertões de Crateús.

O Gerente da regional, Rodrigues Júnior, iniciou repassando os dados da batimetria realizada em maio de 2023 no reservatório. O trabalho consiste na medição das profundidades dos reservatórios ou quaisquer cursos d’água a partir do uso de embarcação e equipamentos (como GPS, transdutores e computador) que, após processamento, é possível obter a Cota x Área x Volume (CAV) e a capacidade volumétrica atualizada do açude.
Como resultado dessa batimetria, o açude Monsenhor Tabosa passou a ter uma capacidade volumétrica de 11,23 milhões de m³ (Cota 655m), abaixo do volume da última batimetria (11,7 milhões de m³), com uma diferença negativa de -466,146 m³ (-3,94%).

Na ocasião, Júnior apresentou a situação hídrica atual do açude para operação de alocação 2023.2. Com o volume de 0,62 milhões de m³ (5,6% da capacidade total), a vazão alocada será de 20 L/s para a CAGECE para abastecer a sede municipal de Monsenhor Tabosa. A previsão é que o açude, de acordo com a simulação de esvaziamento, chegue ao final da operação (31 de janeiro de 2024) com 0,27 milhões de m³ (2,41% da sua capacidade).
A sede de Monsenhor Tabosa passou quase seis anos sendo abastecida exclusivamente por poços, visto que o açude estava seco. Diante da preocupação dos presentes na reunião com a segurança hídrica, Rodrigues Júnior expôs a ampliação do Programa Malha D’água – Sistema Fronteiras.
A Barragem Lago de Fronteiras, em construção no município Crateús e com quase 60% das obras concluídas, abastecerá também as sedes municipais de Nova Russas, Tamboril e Monsenhor Tabosa, além das seis sedes municipais e 35 sedes de distritos da zona rural da bacia dos sertões de Crateús previstas inicialmente.
A reunião contou também com a participação da analista em gestão de recursos hídricos, Nayara Carvalho e da técnica do núcleo de gestão participativa, Mirian Souza, representando a Regional dos Sertões de Crateús, além de representantes da sociedade civil organizada, do poder público municipal e de usuários de água do açude Monsenhor Tabosa.
