Além do monitoramento quantitativo a Cogerh realiza monitoramento qualitativo dos reservatórios monitorados, inclusive com desenvolvimento de pesquisas visando a melhoria da qualidade da água no semiárido

Dois estudos desenvolvidos pelo setor de monitoramento qualitativo da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (
Cogerh) foram apresentados na 12ª
Conferência Internacional de Cianobactérias (12th International Conference on Toxic Cyanobacteria), ocorrida em
Ohio, nos
Estados Unidos, entre os dias 22 e 27 de maio de 2022.
Na ocasião, o Analista em Gestão de Recursos Hídricos, Mário Barros, apresentou os trabalhos cuja temática envolve os fatores associados à
multiplicação das cianobactérias nos corpos hídricos no âmbito do Ceará.
Para Mário, a importância da investigação das cianobactérias na gestão dos recursos hídricos do semiárido se dá, principalmente, pela potencialidade de produção de cianotoxinas, bem como sabor e odor desagradável à água.
“Foram encontradas constantes florações em nossos reservatórios. Por isso é tão importante continuar observando e pesquisando para ter um melhor entendimento da qualidade de água dos reservatórios monitorados”, completou.
Os trabalhos apresentados foram:
“Fatores ambientais que influenciam as florações de cianobactérias tóxicas em reservatórios no semiárido brasileiro”
“Dinâmicas sazonais de cianobactérias e de cianotoxinas durante um ciclo diurno de 24h em lago eutrofizado no Nordeste brasileiro”
Além disso, outro trabalho intitulado
“Uma mudança de paradigma no tratamento de água: fotocatálise de TiO2 acionada por LED UV em reservatório para remoção de cianobactérias – um estudo em mesocosmo” apresentado pelo Dr. Carlos Pestana, da Robert Gordon University (Escócia), mostrou resultados experimentais do processo físico-químico chamado fotocatálise heterogênea, realizado em setembro de 2019 no
Açude Gavião.
Na ocasião, o processo inovador foi utilizado para melhorar os níveis de qualidade da água. A ação foi uma parceria das Universidades da Escócia e Irlanda do Norte, com Cogerh, Cagece, UFRJ e UFC.
A fotocatálise heterogênea busca fornecer um sistema de tratamento barato e ecologicamente correto, que utiliza na energia luminosa e o dióxido de titânio (TiO2) para melhorar a qualidade da água, principalmente, controlando as cianobactérias, e promovendo o crescimento do fitoplâncton benéfico.