
A Cogerh apresentou o Projeto “Capacidade de Suporte do Açude Castanhão”, focado na produção sustentável no maior reservatório de múltiplos usos da América Latina, na PEC Nordeste, maior evento de agronegócio do Norte e Nordeste, nesta quinta-feira (5).
O analista em gestão de recursos hídricos, Mário Barros, mostrou como o trabalho correlaciona episódios de mortandades de peixes no lago com a piora da qualidade de sua água devido ao aumento excessivo de nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio.
São analisadas todas as características inerentes às estações chuvosas e secas, como as cargas que vêm pelo rio Jaguaribe e através do sedimento e da piscicultura. Esses dados servem coo base para tomada de decisões, principalmente relacionada à outorga de direito de uso.
“A pesca é importantíssima para a cidade de Jaguaribara. Nosso dever é levar essas informações para a população da melhor forma para evitar novas mortandades. Se nada for feito, em 30 anos o Castanhão pode chegar a 170 toneladas de fósforo por ano, quando o ideal seria até 30 toneladas, segundo a ANA”, comentou Mário.

O estudo foi desenvolvido pela Companhia com apoio do Programa Cientista Chefe da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC).

O monitoramento do reservatório é pautado durante o grupo interinstitucional com a Secretaria de Recursos Hídricos, ANA, Secretaria de Pesca e Aquicultura do Ceará e com o Ministério de Pesca e Aquicultura.
