Chuvas superam média em 11,6%

A estação chuvosa verificada de fevereiro a maio passados no Estado confirma prognósticos feito pela Funceme
Fortaleza. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) confirmou chuvas acima da média histórica na quadra invernosa do Ceará em 2008. Entre os meses de fevereiro a maio deste ano, a média de precipitações no Estado foi de 801,4 mm, 11,6% acima do índice histórico de 718,4mm, baseado nos dados desde 1974. A avaliação da previsão e da estação chuvosa foi divulgada ontem pela manhã, na sede do órgão. O balanço confirma a previsão divulgada pela Funceme antes da quadra invernosa, quando o órgão indicou a categoria “acima da média histórica” como a mais provável de acontecer no inverno deste ano. A fundação revelou também que os meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008, definidos como pré-estação chuvosa, tiveram precipitações 40% acima do quociente histórico no Estado. Em 2007, o Ceará teve média de 629,7mm de fevereiro a maio, índice definido como em torno da média histórica pela Funceme. Na divisão por regiões pluviometricamente homogêneas, destaque para a média de chuvas no Cariri, 56,4% acima do quociente histórico. As precipitações também superaram a média no Sertão Central e nos Inhamuns (38,2%), na região Jaguaribana (30,7%), no Litoral Norte (28,8%) e na Ibiapaba (16,3%). As outras três foram classificadas como em torno do índice histórico: Litoral do Pecém (9,2%), Maciço de Baturité (1,2%) e Litoral de Fortaleza (-1,1%). Por municípios Em números acumulados de precipitação, os três municípios que receberam maior quantidade de chuvas foram Granja (2.107mm), Uruoca (1.911mm) e Meruoca (1.860mm), todos na Zona Norte do Estado. A classificação por desvio percentual acima da média histórica é diferente. As três cidades com mais chuvas além do índice normal passam a ser Parambu (143%), na região dos Inhamuns, Baixio (141%) e Ipaumirim (131%), no Centro-Sul. Segundo o presidente da Funceme, Eduardo Silva Martins, no início do ano, estudos indicaram a ocorrência do fenômeno La Niña no Oceano Pacífico Equatorial, referência de chuvas muito forte para a parte Norte do Nordeste brasileiro. Ele explica, porém, que a maior influência para o inverno rigoroso na região veio devido ao dipólo das temperaturas do Atlântico subtropical. Em Fortaleza, o acumulado de chuvas ficou 17% acima da média histórica, entre janeiro e maio. O meteorologista David Ferrán explica que uma das razões para o inverno não ter parecido tão rigoroso foi o fato de não ter havido chuvas fortes em dias seguidos. A boa distribuição de chuvas no espaço e no tempo ocorreu em todo o Estado, segundo a Funceme.

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