Após fim da quadra chuvosa, reservatórios monitorados registram 38% de volume; Veja situação por Bacia Hidrográfica

Açude Muquém, em Cariús
Chegado o fim da quadra chuvosa no Ceará, os reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) contabilizam volume de total de 7,10 bilhões de metros cúbicos, valor que representa 38% da capacidade total de armazenamento de açudes estratégicos do Estado. A situação hídrica é mais confortável hoje se comparada a anos anteriores. Desde 2013 o volume total dos açudes cearenses não atingia tal marca, registrando baixos aportes sucessivos nos anos subsequentes. Para o Diretor Presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, o panorama traz certa tranquilidade, mas ainda inspira cuidados, principalmente nas regiões onde os aportes não foram expressivos, como é o caso da Bacia do Banabuiú, no Sertão Central do Estado, da Bacia do Médio Jaguaribe (onde está o Castanhão), e da Bacia dos Sertões de Crateús. Segundo levantamento realizado pelo setor de monitoramento da Cogerh, só em maio deste ano foram contabilizados 0,71 bilhões de m³ de aporte, valor superior a maio de 2021, quando os números foram de 0,54 bilhões de m³. A boa recarga trouxe conforto, por exemplo, para o microssistema que abastece Fortaleza e região metropolitana. Registrando 100% da capacidade total de armazenamento, os açudes Pacoti, Pacajus, Riachão, Gavião e Aracoiaba dão,hoje, autonomia de água para a região metropolitana de Fortaleza, sem necessidade de transferência das águas do açude Castanhão. Além das Bacias Metropolitanas, as bacias do Litoral, Acaraú, Coreaú – todas na porção noroeste – também registraram acumulados expressivos. A bacia do Salgado, na porção sul do Ceará , obteve bons acumulados após a quadra chuvosa de 2022, registrando 59% de volume. A quadra chuvosa deste ano também possibilitou a recuperação parcial do Açude Castanhão, o maior do Ceará. O reservatório hoje registra marca de 23% de volume, quando no início do ano marcava pouco mais de 8%. A Cogerh, em conjunto  com o sistema de Recursos Hídricos do Estado e Comitês de Bacias, se prepara agora para a Alocação Negociada de Água, momento em que será definida a gestão das águas dos reservatórios para os diferente usos: abastecimento humano, dessedentação animal, irrigação e indústria. Clima semiárido – Conforme explicou Farias, apesar do cenário confortável em algumas regiões, existe sempre a necessidade de seguir com o uso responsável da água. “Vivemos numa região semiárida e sempre temos a incerteza da próxima quadra chuvosa. Por isso, devemos manter o uso diligente da água, priorizando seu uso e usando com total responsabilidade”, comentou.

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