Açude Orós

Sifões asseguram água para vazanteiros
Orós. Com o objetivo de atender a demanda de água das comunidades ribeirinhas do Rio Jaguaribe, localizadas após o Açude Orós, foram instalados, nos últimos dias, sifões sobre o sangradouro do reservatório, em caráter emergencial. Desde julho, cerca de 200 famílias enfrentam o transtorno de escassez de água e a mortandade de peixe. O problema ocorreu em decorrência da redução do nível de sangria do reservatório e do fechamento da válvula dispersora. A interligação da adutora Orós-Feiticeiro e a construção de obras de infra-estrutura e de urbanização atrasaram, neste ano, a abertura da válvula dispersora do reservatório que supri a demanda de água e garante a perenização do rio até a cidade de Jaguaribe. O trecho mais crítico tem uma extensão de 20km, indo do açude até a localidade de Forquilha, onde há o encontro do Rio Salgado com o Jaguaribe, no município de Icó. A falta de água provocou desabastecimento de água e a morte de milhares de peixes. “O mau cheiro era insuportável”, disse o agricultor Francisco Souza, da localidade de Boa Vista. “A água que restou ficou imprestável para o consumo até dos animais”. As localidades de Boa Vista, Caraúbas, São José, Calado, Caetano e Mandacaru foram as mais afetadas pelo problema. Acordo Em face da necessidade das famílias, o escritório regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) da Bacia do Alto Jaguaribe, com a participação de técnicos da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra) e da construtora Galvão Engenharia, responsável pelas obras da adutora Orós-Feiticeiro, decidiu pela operação emergencial de colocação de canos sobre o sangradouro do reservatório para perenização do trecho de 20km, que enfrentava o desabastecimento de água. Os sifões foram instalados na semana passada. A válvula dispersora também chegou a ser aberta neste fim de semana, mas teve que ser fechada, anteontem à tarde, para conclusão de obras de infra-estrutura. “Será por um período de três dias”, disse o chefe da unidade administrativa do Açude Orós, Germano Moreira. “Esse prazo foi negociado com as instituições envolvidas na solução do problema”, completou. Moreira informou ainda que após esse prazo, a válvula deverá ser reaberta com uma vazão suficiente para a perenização do trecho entre o Açude Orós e o encontro dos rios Jaguaribe e Salgado. O secretário de Agricultura de Orós, Aurelino Barbosa da Silva (Telé), confirmou os transtornos enfrentados pelas famílias. “Havia uma pressão dos moradores, uma reivindicação para a reabertura da válvula porque houve mortandade de peixe e dificuldade de abastecimento de água”, disse. “Agora a nossa expectativa é de solução do problema”, acredita. O coordenador do Núcleo Técnico da Bacia do Alto Jaguaribe, Mardônio Mapurunga, disse que a Cogerh procurou encontrar uma solução entre a construtora e a Sohidra. “Havia uma demanda urgente por água para esse trecho”, explicou. “Muitas famílias estavam prejudicadas”. Mapurunga informou que outro trecho de cerca de 100km, no Rio Salgado, está sendo perenizado pelas águas do Açude Lima Campos. Esse trabalho faz parte da operação negociada entre os usuários de água.

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