A Comissão Gestora do Açude Acarape do Meio definiu a vazão de operação do reservatório para 2020.2 em sua última reunião virtual. Integrante do Comitê das Bacias Hidrográficas da Região Metropolitana de Fortaleza (CBH-RMF), o açude se encontra com um volume atual de 95,12%, e teve a vazão máxima de 550 l/s aprovada.
O encontro virtual ocorrido no dia 20 de agosto contou com o apoio da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – Cogerh da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e foi realizado de acordo com a Portaria nº 566/2020 da Secretaria de Recursos Hídricos – SRH, que aprova a realização de reuniões virtuais para deliberações dos Comitês e Comissões.
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Após realizar as boas-vindas, Cláudio Gesteira, gerente regional da Bacia Metropolitana, apresentou as simulações de cada cenário de alocação, lembrando que o reservatório teve uma boa recarga com a quadra chuvosa, atingindo a sangria já em fevereiro e mantendo-se na capacidade máxima até julho. Em reunião anterior, o CBH-RMF já havia aprovado a vazão máxima para o açude de 550 l/s, sendo 350 l/s na bacia hidráulica, para abastecimento humano, e 200 l/s em perenização para irrigação/dessedentação animal.
Gesteira reforçou que, seguindo os parâmetros de alocação recomendados, trabalha-se com a perspectiva de 2 anos, sendo a simulação aprovada viável até março de 2022. A água do reservatório deve se usada de forma local. “Não há previsão dessa água abastecer Fortaleza ou Maracanaú”, lembra.
O presidente da Comissão Gestora, Mariano, promoveu um momento de discussões sobre os dados apresentados e, após as deliberações, o colegiado aprovou as vazões em acordo com o indicado pelo Comitê, sendo 350 l/s pela adutora e 200 l/s para o rio. Caso necessário, a vazão poderá ser revista no próximo ano.
Por fim, o gerente tirou dúvidas da Comissão acerca da chegada das águas da Transposição do Rio São Francisco. Gesteira ressaltou o papel do grupo em ir além de solicitar liberação de água, estimulando a solicitação de outorga da comunidade para coibir a retirada ilegal de água e também controlar a retirada de areia do rio. “A regularização de outorga é fundamental para que haja uma uma simulação mais equilibrada e próxima da realidade, otimizando os processos de alocação negociada e gestão participativa da água”, finaliza.
