Comitê do Alto Jaguaribe elege nova diretoria para o biênio 2026-2028 e aprova Plano de Secas do Açude Muquém

Da esquerda para a direita: Thiago Barros, Rosângela Teixeira, Gesilene Josino e Jânio Loiola

O Comitê da Sub-Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe realizou, nesta terça-feira (23), sua 47ª Reunião Extraordinária, no auditório do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, em Iguatu. O encontro reuniu 64 participantes, representando 39 instituições membros do colegiado, e teve como destaque a eleição da nova diretoria para o biênio 2026-2028.

Após a confirmação da inscrição de chapa única, denominada “A Água é o que nos une”, a plenária optou pela votação aberta e aprovou, por aclamação, a nova composição da diretoria do Comitê. 

Foram eleitos: 

  • Rosângela Maria Lucas Teixeira (presidente)– Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC 
  • Thiago Barros Ricarte (vice-presidente)– Prefeitura Municipal de Orós/CE 
  • Gesilene Josino de Araújo (secretária)  – Associação dos Piscicultores e Artesão de Quixelô/CE 
  • Jânio Gleidson Loiola Sena (secretário-adjunto)– Prefeitura Municipal de Parambu 

Durante a cerimônia de posse, a presidente eleita destacou os desafios e responsabilidades do colegiado, reafirmando o compromisso com a gestão participativa dos recursos hídricos da região. Rosângela também apresentou propostas voltadas à educação ambiental, incluindo ações de mobilização social e atividades educativas junto às comunidades da bacia.

Plano de Secas do Açude Muquém

Outro ponto importante da reunião foi a apresentação do Plano de Gestão Proativa de Secas do Hidrossistema Muquém, conduzida pela professora Celme Torres, da Universidade Federal do Cariri (UFCA). 

Desenvolvido em parceria com universidades, Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), o plano busca fortalecer a preparação e a resposta às situações de escassez hídrica.

A metodologia adotada contemplou diagnóstico do sistema, construção de cenários, participação da comissão gestora e oficinas de planejamento. O documento apresenta estratégias para subsidiar os processos de alocação negociada de água e apoiar a tomada de decisões em diferentes cenários de seca. Após a apresentação, o Plano Proativo de Secas do Muquém foi aprovado por unanimidade pela plenária.

Açude Muquém

Usos de água dos açudes monitorados

Também foi aprovada, sem ressalvas, a Resolução nº 02/2026, que estabelece os parâmetros mínimos e máximos de vazões para a Alocação Negociada de Água referente ao segundo semestre de 2026 nos açudes monitorados.

VAZÕES APROVADAS

  • Açude Arneiroz ll: 580 L/S
  • Açude Benguê: 50 L/S
  • Açude Canoas: 150 L/S
  • Açude Faé: 70 L/S
  • Açude Mamoeiro: 100 L/S 
  • Açude Muquém: 400 L/S
  • Açude Rivaldo de Carvalho: 100 L/S
  • Açude Trussu: 300 L/S

Parâmetros definidos para açudes isolados

  • Açude do Governo: 70 L/S
  • Açude Bom Jesus: 60 L/S
  • Açude João Pereira (Escondido): 60 L/S

Nos informes gerais, foram compartilhadas informações sobre a participação de representantes do Comitê em reuniões do Fórum Cearense de Comitês de Bacias Hidrográficas, o andamento dos trabalhos de batimetria dos açudes da região e as inscrições para capacitações ofertadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Procomitês). Também foram registradas demandas relacionadas ao abastecimento de comunidades, manutenção de estruturas hídricas e ações de gestão participativa.

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