Hoje, sexta-feira (19), o Comitê das Bacias Hidrográficas da Região Metropolitana de Fortaleza (CBH-RMF) realizou sua 39ª Reunião Extraordinária, no auditório da Cogerh, em Fortaleza, reunindo membros e convidados para discutir pautas relacionadas à gestão participativa dos recursos hídricos na Região Metropolitana.
A programação contou com a palestra “300 anos de Fortaleza”, ministrada por Artur Bruno, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan Fortaleza), além da apresentação dos parâmetros de alocação negociada de água para apreciação e aprovação da plenária.
Parâmetros de alocação negociada de água
André Rufino, Analista em Gestão de Recursos Hídricos da Cogerh, apresentou os parâmetros de alocação negociada de água para 2026.

Inicialmente, foram apresentados os dados da quadra chuvosa, com informações da Funceme referentes ao comportamento das precipitações entre 2025 e 2026, incluindo análises comparativas, categorias de precipitação e a distribuição mensal das chuvas entre janeiro e maio de 2026. Também foram mostrados os resultados referentes às sangrias dos açudes da região, com comparação entre os anos de 2025 e 2026 e as respectivas datas de ocorrência.
Na sequência, foi apresentada a situação dos reservatórios ao final da quadra chuvosa, comparando os cenários de 2025 e 2026, subsidiando as discussões sobre a definição dos parâmetros de operação e as simulações de vazões para o próximo período. As simulações consideraram as condições hidrológicas observadas e buscaram estabelecer critérios que garantam o uso equilibrado dos recursos hídricos, conciliando segurança hídrica e atendimento às diversas demandas da região.
A apresentação abordou, ainda, os reservatórios que possuem Plano de Gestão Proativa de Secas (PGPS), destacando as projeções de armazenamento, as vazões de captação e perenização e os cenários previstos para o período até janeiro de 2027. Também foram apresentados os demais açudes da Região Hidrográfica Metropolitana, consolidando as informações necessárias para a definição das vazões e dos parâmetros de alocação negociada de água para 2026.
Ao final, as informações apresentadas serviram de subsídio para as discussões e deliberações do Comitê, visando assegurar uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos da Região Metropolitana de Fortaleza, considerando tanto as condições atuais dos reservatórios quanto às perspectivas para o próximo período seco.

Os parâmetros apresentados foram aprovados por unanimidade pela plenária.
300 anos de Fortaleza
A palestra “Fortaleza 300 anos: do forte à Grande Metrópole”, ministrada por Artur Bruno, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan Fortaleza), apresentou um panorama da evolução histórica, urbana e socioeconômica da capital cearense, destacando como o crescimento da cidade esteve intimamente ligado à disponibilidade e à gestão dos recursos hídricos.

A exposição percorreu os principais marcos da história de Fortaleza, desde a construção do forte que deu origem ao município até sua consolidação como uma das maiores metrópoles do país. Foram abordadas as transformações políticas, administrativas e territoriais que moldaram a cidade ao longo dos séculos, além do acelerado crescimento populacional e econômico observado nas últimas décadas.
Um dos pontos centrais da palestra foi a relação entre a expansão urbana e a segurança hídrica. Artur Bruno destacou que o desenvolvimento de Fortaleza sempre esteve condicionado à capacidade de garantir o abastecimento de água para sua população, o que demandou investimentos em infraestrutura hídrica, construção de reservatórios e integração de sistemas de abastecimento em escala metropolitana.

Também foram apresentados indicadores que evidenciam a relevância econômica e social de Fortaleza, além dos desafios relacionados à gestão sustentável dos recursos hídricos, considerada essencial para garantir o desenvolvimento futuro da cidade e sua adaptação às mudanças climáticas.
ENCOB

Durante a reunião foram passadas informações sobre o 27º Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), que será sediado em Fortaleza. Foram apresentadas as cotas de patrocínio do evento e sua identidade visual, destacando o protagonismo do Ceará no cenário nacional da gestão hídrica participativa.
Também foram repassadas informações sobre as inscrições, que já estão abertas, e sobre a submissão de artigos científicos para o evento.
Curso de extensão em Gestão de Conflitos
Também durante o evento, foi informado o início do Curso de Extensão em Gestão de Conflitos, oferecido pela UFC e ministrado pela professora Ticiana Studart. O curso terá início no dia 5 de agosto, com formato híbrido, ocorrendo quinzenalmente, às quartas-feiras.
A formação abordará fundamentos e práticas relacionadas à gestão e mediação de conflitos, com ênfase em contextos institucionais e na gestão de recursos hídricos, contribuindo para o fortalecimento do diálogo e da tomada de decisão coletiva.
Será disponibilizado um formulário de interesse para aqueles que desejarem participar, o qual poderá ser respondido até o dia 13 de julho.
Sorteio
A programação foi encerrada com um momento de confraternização entre os membros. Na ocasião, foi realizado o sorteio do livro “Fortaleza: uma breve história”, de autoria de Artur Bruno, tendo como ganhador Áquila Gondim, representante do SAAE de Pindoretama.

