Comitê da bacia do Litoral elege Diretoria e promove palestra sobre extração irregular de areia e impactos ambientais das eólicas

Nesta quinta-feira (3), o CBH Litoral realizou sua 37ª Reunião Extraordinária, no auditório da Escola Estadual de Educação Profissionalizante Rita Aguiar Barbosa (Liceu de Itapipoca). O encontro reuniu 28 entidades do colegiado e teve como pontos altos a eleição da nova Diretoria do comitê, palestra sobre extração irregular de areia e a homologação das Comissões Gestoras (CGs).

Eleição de Diretoria

A única chapa inscrita, “Água, Sangue da Terra”, liderada por Raimundo Ribeiro Sales (Câmara Municipal de Miraíma) como presidente, tendo Fabiana Carneiro de Castro (Conselho Indígena Tremembé de Itapipoca – CITI) como vice-presidente, Raimundo Wellington Lino dos Santos (6ª Área Descentralizada de Saúde de Itapipoca – COADS/SRFOR) no cargo de secretário, e Rita de Sousa Forte (Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Itapipoca) como secretária-adjunta, defendeu os motivos para continuar à frente do colegiado. 

O grupo foi reeleito aclamação.

Comissões Gestoras

O Coordenador do Núcleo de Gestão Participativa, Victor Albuquerque apresentou os dados técnicos obtidos durante os diagnósticos dos açudes Santo Antônio de Aracatiaçu (Sobral), Patos (Sobral), Missi (Amontada) e São Pedro da Timbaúba (Miraíma), para a atualização das Comissões Gestoras.

Após a apresentação, todas as CGs foram homologadas pelo CBH Litoral. 

Extração irregular de areia e os impactos ambientais das eólicas

Os técnicos José Auricélio Gois Lima e Taciana Martins Silva Bôto da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE), conduziram o Seminário: Impactos Ambientais e Governança Territorial: desafios da extração mineral e da energia eólica. Na oportunidade, eles discutiram temas como “Extração de areia em leitos e margens de rios: aspectos legais, fiscalização e impactos ambientais” e os “Impactos Ambientais Decorrentes da Implantação de Empreendimentos Eólicos”, respectivamente. 

Além disso, eles debateram o avanço das usinas eólicas no litoral cearense, ponderando a necessidade de conciliar a geração de energia limpa com a preservação da fauna, flora e das comunidades tradicionais locais. 

Após a palestra, foi aberto um espaço para debates, onde os técnicos puderam tirar dúvidas e propor encaminhamentos para mitigar esses impactos na bacia do Litoral.

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