Seminário em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente contou com especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), promoveu, nesta terça-feira (2), o seminário “Água e Terra: Resiliência Frente às Mudanças Climáticas”, em parceria com o Comitê das Bacias Hidrográficas da Região Metropolitana de Fortaleza, na capital cearense.
O evento, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, reuniu especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil. As discussões foram centradas nos efeitos dos fenômenos extremos de clima, como enchentes e, principalmente, na redução de oferta de água, como ocorre no Ceará.




Os debates se basearam nas apresentações Alyson Estácio, pesquisador da Funceme, e Flávio do Nascimento, coordenador-geral de Ações Transversais do Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com mediação do pesquisador João Dehon, também da Funceme.
De acordo com Alyson, há tendência de menor disponibilidade de água em certas regiões do Brasil, impactando na redução de produção agrícola. “Mesmo no cenário mais sustentável possível, a temperatura global irá aumentar. Por isso, devemos tornar a sociedade mais adaptada para esse período extremo“, disse o pesquisador.
Com o aumento das concentrações de gases de efeito estufa, maior a temperatura e mais água cabe na atmosfera. Isso facilita a evaporação, com chances do “descarrego” dessa água em chuvas mais intensas. “Ao longo prazo, teremos mais aridez e secas e, quando chover, será de forma muito forte, causando inundações. Isso deve ocorrer de forma irregular no planeta“, comentou Alyson.

Em seguida, o representante do Ministério expôs iniciativas nacionais voltadas à Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), alinhadas aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.
Uma delas é o Programa Recaatingar, que busca promover a recuperação de 10 milhões de hectares de áreas degradadas na Caatinga, integrando conservação do solo, da biodiversidade e da água como estratégia de fortalecimento no Semiárido.

“Precisamos de tecnologias verdes, como reintrodução de matas nativas, instalação de piso intertravado para diminuir uso de asfalto em área urbana. As lagoas, por exemplo, foram o que perdemos de mais valioso em Fortaleza, sendo hoje espaço para receber esgoto“, afirmou Flávio.
Ações da Cogerh e dos CBHs
No mês de junho, a Cogerh, por meio das gerências regionais, junto aos Comitês de Bacias Hidrográficas, promove reflexões, debates e ações voltadas à preservação ambiental e ao uso sustentável dos recursos hídricos.
As ações incluem campanhas educativas, mutirões de limpeza em áreas próximas a reservatórios, rodas de conversa com comunidades, distribuição de mudas, etc.
