Iniciativa busca fortalecer a preparação do hidrossistema Flor do Campo diante de futuros períodos de estiagem

Representantes de instituições públicas, usuários de água, membros da sociedade civil organizada e demais atores envolvidos na gestão hídrica do município de Novo Oriente participaram, na manhã desta quarta-feira (21), da I Oficina de Construção do Plano de Gestão Proativa de Seca do Hidrossistema Flor do Campo.
A atividade foi realizada no auditório da Biblioteca Pública Municipal de Novo Oriente e marcou o início do processo de elaboração do plano para o reservatório.
Sobre o açude

O açude Flor do Campo é um dos principais mananciais da região, responsável pelo abastecimento humano da sede urbana de Novo Oriente e de diversas comunidades do entorno. A elaboração do plano tem como objetivo fortalecer a capacidade de preparação e resposta diante de futuros períodos de estiagem, reduzindo impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela escassez hídrica.
Na Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús, o Flor do Campo é o terceiro reservatório contemplado com a construção do Plano de Gestão Proativa de Seca. O instrumento busca aperfeiçoar a gestão dos recursos hídricos em cenários de seca, integrando ações de alocação de água, segurança hídrica e planejamento operacional para situações críticas.
A oficina foi conduzida por equipes da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), instituições responsáveis pela elaboração do documento. Participaram os professores Alan Michell e Luana Viana, além da discente Thaiara Basílio.
Pela secretaria-executiva do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Sertões de Crateús (CBHSC) e pela Regional da Cogerh de Crateús, estiveram presentes Helder Lucena, coordenador do Núcleo de Operação; Edna Nascimento, coordenadora do Núcleo de Gestão Participativa; a analista Nayara Carvalho; e os técnicos Caio de Cássio e Erlândio Araújo.

Metodologia
Durante a programação, os participantes conheceram os objetivos, as etapas de construção e a metodologia do Plano de Gestão Proativa de Seca. Em seguida, foram realizadas atividades participativas voltadas ao resgate das experiências vivenciadas durante a última grande estiagem registrada entre 2012 e 2018.
Os participantes também contribuíram com informações sobre os períodos considerados mais críticos da seca, os impactos enfrentados pela população, os conflitos relacionados ao uso da água e as estratégias adotadas por instituições e comunidades para minimizar os efeitos da escassez hídrica. As contribuições subsidiarão a elaboração do diagnóstico do plano e a construção das futuras ações de gestão.
O próximo encontro está previsto para o dia 10 de junho, no Auditório Saturnino Costa, ocasião em que o grupo deverá apreciar o diagnóstico preliminar do Plano de Gestão Proativa de Seca do açude Flor do Campo e iniciar a construção do plano de ação do hidrossistema.
