Comissão Gestora e Cogerh discutiram situação hídrica e operação emergencial no reservatório

Nesta quarta-feira (22), membros da Comissão Gestora do Açude Aracoiaba reuniram-se com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), por meio da Gerência Regional das Bacias Metropolitanas, para discutir a situação hídrica das Bacias Metropolitanas de Fortaleza e do Açude Aracoiaba, bem como a operação emergencial de transferência para o Açude Pacajus, porta de entrada do Sistema RMF (Pacajus, Pacoti, Riachão, Gavião).
Durante o encontro, Berthyer Peixoto, Gerente Regional da Cogerh das Bacias Metropolitanas, abordou a situação hídrica da região no ano de 2026.

Também foram apresentados dados sobre a previsão de chuvas para os 10 dias seguintes, com o objetivo de subsidiar o acompanhamento das condições climáticas e apoiar a tomada de decisões relacionadas à gestão dos recursos hídricos.
Na sequência, a apresentação abordou a evolução volumétrica do Açude Aracoiaba e o histórico das transferências hídricas realizadas para a Região Metropolitana de Fortaleza nos anos de 2008, 2010, 2014 e 2021, destacando os volumes totais liberados em cada operação.
Por fim, foi detalhada a situação atual do balanço hídrico do Açude Aracoiaba, fornecendo elementos técnicos para a avaliação da disponibilidade hídrica do reservatório e para o planejamento das ações de operação e alocação de água.
Em seguida, Anatarino Torres, Gerente de Operações da Cogerh, abordou a situação atual do sistema integrado de abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, destacando a necessidade de operação de alocação do Açude Aracoiaba para os períodos de 2026.1 e 2026.2.

Durante a apresentação, foi evidenciada a relevância do sistema para o atendimento de cerca de 3,2 milhões de pessoas, além dos níveis de armazenamento dos principais reservatórios e das condições operacionais vigentes.
Hoje, o reservatório se encontra com 153,2 milhões de m³, equivalente a 93,7% de sua capacidade máxima.
Também foi detalhada a operação emergencial de alocação, com previsão de início em 1 de maio de 2026, contemplando a transferência de água para o Açude Pacajus, com vazão de 5 m³/s até setembro, seguida da continuidade das demandas locais até janeiro de 2027.
Ressaltou-se ainda que, a depender dos aportes hídricos registrados no período, a liberação poderá ser encerrada antes do prazo inicialmente previsto.
O próximo encontro da Comissão Gestora do Açude Aracoiaba está previsto para junho de 2026, ocasião em que será acompanhada a operação emergencial e definida a alocação de água para o segundo semestre do ano.
