Confira as vazões de operação dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú para o 2º semestre de 2024

Operações foram aprovadas durante o XXXI Seminário de Alocação das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú

Os Açudes Castanhão, Orós e Banabuiú, os três maiores do Ceará, tiveram suas vazões médias de operação definidas para o período de julho de 2024 a janeiro de 2025. A distribuição foi aprovada no XXXI Seminário de Alocação das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, em Quixadá, nesta quinta-feira (04), pelos Comitês das sub-bacias do Jaguaribe (Alto, Médio e Baixo), do Banabuiú e do Salgado.

Cerca de 130 pessoas participaram do momento, com representação de usuários de água, sociedade civil e poderes públicos.

O Diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, agradeceu o empenho e dedicação dos Comitês de Bacias do Estado no contexto da gestão hídrica participativa do Ceará.

“Este processo democrático é fundamental para a gestão eficiente dos recursos hídricos e eu desejo que cheguemos a uma equação que seja equilibrada para todos nós”, ressaltou acerca da liberação da água dos reservatórios.

O presidente do Médio Jaguaribe, Netinho de Daniel, ressaltou a importância de definir com sabedoria a vazão de operação dos reservatórios do Vale do Jaguaribe, tendo em vista o abastecimento humano e a atividade produtiva, considerando que em 2024 o aporte foi o melhor dos últimos 10 anos.

Avaliação da Quadra Chuvosa

Meiry Sakamoto, da Gerência de Meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), apresentou a Avaliação da Quadra Chuvosa de 2024.

Para 2024, o Prognóstico Climático apontou uma alta precipitação espacial e temporal. “As condições de El Nino previsto para 2024 acabaram não acontecendo de forma tão evidente, devido às mudanças nos padrões climáticos que estão ocorrendo em todo o mundo”, ressaltou Sakamoto. Trabalhando com probabilidades a Funceme ressaltou esta metodologia para previsão climática.

Apenas a região hidrográfica dos Sertões de Crateús apresentou desvio negativo no volume acumulado de precipitações ficando abaixo da média do Estado.

Veja abaixo as vazões médias aprovadas:

Os cenários de liberação de água dos reservatórios foram apresentadas pelos técnicos das Gerências Regionais da Cogerh após estudos de demanda e evaporação.  Após deliberação, os participantes escolheram as propostas que melhor atendem às demandas dos múltiplos usos das regiões dos Vales.

Castanhão

A vazão aprovada por consenso para o Açude Castanhão foi de 17.000 l/s. Sendo: 4.892 l/s para bombeamento do Eixão das Águas e 11.802 l/s para perenização do rio Jaguaribe.

A vazão média dos perímetros irrigados (setor produtivo) aprovada foi: Distar = 3,5 m³/s, FAPIJA = 3,5 m³/s, Mandacaru = 0,350 m³/s e 0,200 m³/s para o bombeamento reverso do Canal do Trabalhador.

Pelo quinto ano consecutivo, não haverá transferência das águas do Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza, conforme decisão do Conselho Estadual de Recursos Hídricos.

Orós

A vazão aprovada por consenso foi de 4500 l/s, sendo 1.000 l/s para o trecho Orós – Lima Campos; 800l/s para o trecho Orós – Feiticeiro; 2.525 l/s para o rio e 175l/s para demandas a montante (acima) do reservatório.

Banabuiú

Por meio de votação entre os membros dos Comitês presentes, a vazão total aprovada foi de 3.300 l/s.

Sendo: 30 l/s para CAGECE Ibicuitinga, 10 l/s para Sistemas de Abastecimento Rural, 640 l/s para PROMOVALE (região do rio banabuiú que vai do açude até o Perímetro Irrigado de Morada Nova), 1800 l/s para PIMN e 400 l/s para Jusante Morada Nova (múltiplos usos).

Na área da bacia hidráulica serão destinados 110 l/s para abastecimento humano e 10l/s para usos múltiplos. Custo de transporte ficou em 300l/s.

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