2ª Oficina “Análise de Risco e de Análise do Modo de Falha Potencial em Barragens" é finalizada

O 2º módulo da OficinaAnálise de Risco e Análise de Modo de Falha Potencial em Barragens (PFMA)” foi finalizado nesta sexta-feira (3) após uma semana inteira de estudos e atividades na Cogerh, em Fortaleza. O evento foi promovido pelo Banco Mundial, por meio do Programa Japão-Banco Mundial para Integração da Gestão de Risco de Desastres em Países em Desenvolvimento, e foi organizado pela Gerência de Segurança de Infraestrutura (Gesin) da Companhia.
“Esta oficina significou um avanço da Cogerh em gestão de segurança de barragens. Hoje, estamos habilitados para atuar com as melhores práticas na engenharia de barragens”, ressaltou Itamara Taveira, gerente da Gesin.
A Oficina reuniu representantes da Secretaria de Recursos Hídricos, da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Defesa Civil Estadual e Municipal, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além de colaboradores dos Núcleos de Operação das Gerências Regionais da Cogerh.

Prática no Germinal

Na terça-feira (31), o grupo realizou uma inspeção técnica na estrutura de concreto da Barragem Germinal, em Pacoti, para aplicar posteriormente a metodologia avançada da Oficina. Depois da visita, foram identificados e classificados os potenciais modos de falha da estrutura. A partir disso, foram realizadas as recomendações para garantia de segurança da barragem. Para planejar as possíveis ações na barragem, foi levado aos participantes uma inovadora ferramenta, o iPresas, apresentada pelo perito Segurança de Barragens, Ignacio Escuder. O programa calcula o risco quantitativo por rompimento de barragens e permite comparar alternativas de investimento de segurança e selecionar as mais convenientes.

Relatos dos participantes

A experiência durante os cinco dias foi engrandecedora para os presentes na Oficina, que compartilharam suas vivência técnicas e puderam testar suas habilidades diante do novo recurso do iPresas. Mobilizar o grupo completo para analisar somente um reservatório em uma semana foi uma atividade pouco usual e de grande valia, como comentam as funcionárias da Gesin.
“No dia a dia, não conseguimos ‘mergulhar’ completamente em apenas uma das várias barragens, como fizemos nessa semana com o Germinal. Hoje, vejo que a equipe tem condições de começar a implementar a análise de modo de falha na gerência”, afirmou a Coordenadora de Operação e Manutenção de Infraestrutura da Cogerh, Mikaelle Duarte. “Na 1ª oficina (em setembro de 2022), parecia muito difícil a metodologia, porém, depois desses dias de estudo, aprendi muito e me sinto preparada para aplicá-la no meu trabalho”, disse a engenheira civil da Gesin, Amanda Sampaio.
Para participantes de gerências do interior do Ceará, a oportunidade ampliou as capacidades de respostas frente a problemas observados em inspeções corriqueiras.
“Como técnico da regional, nós que realizamos inspeções em campo pudemos ter uma visão melhor do que significa risco e, a partir de agora, teremos uma noção mais holística das situações”, relatou Pedro Hugo Pereira, Coordenador do Núcleo de Operações da Gerencia da Bacia do Banabuiú.

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