Com o objetivo central de garantir a
perenização do Rio Gereraú e fomentar o
desenvolvimento social da comunidade local, foi lançado no último sábado (14), o Plano de Conservação da Microbacia e Saneamento Ecológico do Rio Gereraú, na serra de Maranguape, pertencente a região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
Cerca de 45 pessoas, entre representantes da comunidade local, gestores da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), estiveram na ocasião para apresentar detalhes do projeto piloto previsto para região serrana de maranguape.

Baseado em estudos preliminares desenvolvidos de forma conjunta pela Cogerh e a Ematerce, o projeto prevê a
manutenção e regularização da vazão do rio e aplicação de um saneamento ecológico, formado por biodigestores.
O trecho do rio em estudo apresenta uma extensão de aproximadamente 6 km e abastece diretamente os habitantes que residem no seu entorno. A área que compreende o projeto está localizada em um afluente do riacho Tangueira, a aproximadamente 2 km do sul da sede do município de Maranguape.
Conforme explicou o diretor presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, a Cogerh vai construir
oito barragens ao longo do trecho do rio com o objetivo de reforçar a oferta hídrica à comunidade e garantir a perenização do rio. “Acreditamos na perenização do rio e por consequência, no impulsionamento do desenvolvimento social e a preservação ambiental, juntamente com a melhoria da qualidade de vida da população”, frisou.
Conforme explanação da Cogerh ocorrida no lançamento do Projeto, um dos eixos de atuação sob responsabilidade da companhia consiste no dimensionamento e implantação de pequenos barramentos, dimensionados através de modelagem hidrológica. Atualmente, a contratação de serviços para construção das barragens de pequeno porte encontra-se em processo licitatório.
Atuação da Comunidade
A sociedade é parte fundamental do Plano de Conservação da Microbacia e Saneamento Ecológico do Rio Gerearú. Além da instalação dos barramentos de pequeno porte, o plano contempla mais dois eixos de atuação e terão, em dada medida, participação da comunidade local.

Isto porque as ações de conservação envolvem a construção de barragens de contenção de sedimentos, que terá auxílio da própria comunidade, e a implantação de
39 biodigestores, que serão autogeridos também pela comunidade local.
Os dois eixos serão gerenciados pela Ematerce. Ainda em fevereiro de 2022 a empresa realizou uma
oficina de construção de uma barragem de sedimentos com representantes da comunidade local já com o intuito de orientar a prática e seus benefícios. Trata-se de uma estrutura construída com pedras soltas, cuidadosamente arrumadas em formato de arco romano deitado, realizada na rede de drenagem da microbacia hidrográfica.