Cogerh promove acompanhamento da operação dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú

Vazões médias operadas no Castanhão, Orós e Banabuiú, os três maiores reservatórios do estado, encontram-se dentro dos parâmetros aprovados no processo de alocação negociada das águas A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos – Cogerh realizou na última quarta (23) a já tradicional Reunião de Acompanhamento da Operação dos Vales do Jaguaribe e do Banabuiú. As vazões de operação para 2020.2 haviam sido definidas no XXVII Seminário de Alocação das Águas dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, ocorrido no dia 29 de junho. Em virtude das recomendações de saúde e de distanciamento social, o encontro ocorreu de forma virtual e mobilizou a comissão de acompanhamento de 6 Comitês de Bacia Hidrográficas (CBHs) do Estado: Baixo, Médio e Alto Jaguaribe, Salgado, Banabuiú e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Bruno Rebouças, Diretor de Operações da Cogerh, atesta que a reunião é uma espécie de “prestação de contas” para a sociedade sobre como está sendo feita a operação nos 3 maiores reservatórios do Estado. “O fato de estarmos trabalhando com ondas, ao invés de uma liberação constante, requer uma atenção maior, mas que está sendo feita com todo o cuidado pela Companhia”, afirma. O Diretor de Planejamento da Cogerh, Elano Joca, ressalta que “a gestão participativa continua seguindo firme e forte em meio à pandemia”, uma vez que as atividades de discussão e deliberação dos Comitês de Bacia Hidrográfica tem se mantido no ambiente virtual. Sobre a situação hídrica do Ceará, ele destaca que o quadro atual é um pouco melhor que o do ano anterior, “mas que ainda inspira cuidado”. Hoje, os 3 maiores açudes do estado encontram-se com os seguintes volumes acumulados: Orós – 24,46%; Castanhão – 13,82%; Banabuiú – 13,28%. De acordo com os dados apresentados pela equipe técnica da Cogerh, a vazão média operada nos reservatórios encontra-se dentro dos parâmetros aprovados. O Açude Banabuiú apresentou variação de 0,30 hm³ entre o volume simulado e realizado. Luis César Pimentel, coordenador na Gerência Regional de Quixeramobim, destacou as obras feitas pela Companhia para garantir a operação dentro dos conformes, dentre elas a confecção e instalação de uma nova plataforma (estrutura de apoio) das válvulas dispersoras, e a manutenção de equipamentos hidromecânicos. O Açude Orós foi apresentado pelo gerente regional de Iguatu, Anatarino Torres, que destacou que o reservatório tem cumprido o cenário de demandas aprovadas, com liberação à montante e perenizando os sistemas hídricos de Lima Campos e Feiticeiro. A variação apresentada entre o volume simulado e realizado foi de 6 hm³. Dentre os 3 reservatórios, o Açude Castanhão apresentou a maior variação volumétrica de operação: 27,89 hm³ abaixo do cenário aprovado. Para o gerente regional de Limoeiro do Norte, Hermilson Barros, a variação se deve aos perímetros irrigados que ainda estão, pouco a pouco, retomando suas atividades. Integrantes da comissão de acompanhamento solicitaram que não ocorra uma redução da vazão do Castanhão nos meses mais quentes. A diretoria da Cogerh disse que, se for apresentada uma programação de bombeamento equilibrada, é possível atender à demanda, contanto que a vazão respeite a operação aprovada no seminário de alocação negociada. A próxima reunião de acompanhamento tem realização programada para novembro.

Piscicultura

Na ocasião, foi levantada e discutida ainda a questão da piscicultura no Castanhão. Em 2019 foi conduzido um levantamento no açude e, em abril deste ano, foi realizada uma visita técnica onde não foram identificadas estruturas montadas. Membros dos comitês relatam que, atualmente, a atividade foi retomada. Bruno Rebouças lembra que a Cogerh disponibiliza mensalmente um relatório da qualidade da água, é que não é recomendada a criação de peixes em gaiola nesse momento, por ser algo arriscado para todos os envolvidos. Carlos Campelo, da Secretaria de Recursos Hídricos – SRH, menciona que foi criado um Grupo Técnico Institucional na SRH para discutir a questão. Em sua 4ᵃ reunião, o grupo busca fazer uma proposta de reordenamento do Açude, necessária para que se passe segurança para o produtor com relação à licenças ambientais e outorgas, e mantendo, claro, a qualidade da água, preocupação primordial do órgão.

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