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Seminário na Cogerh reúne especialistas em água subterrânea

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Principais nomes do País no setor debatem a importância dos mananciais subterrâneos no contexto da atual escassez hídrica.

Algumas das maiores autoridades em água subterrânea do Brasil estarão em Fortaleza nas próximas terça e quarta-feira (06 e 07) durante o Seminário de Águas Subterrâneas, que acontece na sede da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). No evento, serão apresentados os resultados dos estudos desenvolvidos nos vários aquíferos do Ceará, bem como palestras dos professores convidados Ricardo César Aoki Hirata (USP) e Didier Gastmans (UNESP).

As águas subterrâneas assumiram papel fundamental no enfrentamento aos efeitos da estiagem que assolou o estado nos últimos seis anos. O Governo Camilo Santana é responsável pelo maior programa de perfuração de poços já implementado no Ceará. De 2015 pra hoje foram construídos 41% de todos os poços feitos ao longo dos 30 anos de existência da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra).

O agravamento da seca fez com que mesmo cidades encravadas nos sertões, sobre o embasamento cristalino, onde a água subterrânea é escassa, passassem ser abastecidas a partir de poços profundos. Produtores rurais – da agropecuária irrigada e da carcinicultura também passaram a manter seus investimentos a partir de água subterrânea.

A busca pela diversificação de fontes hídricas para a Região Metropolitana de Fortaleza encontrou um forte aliado nos estudos desenvolvidos pela Cogerh sobre o aquífero Dunas. “Esse estudo foi desenvolvido a partir de 2011, do Pecém ao Paracuru, e nos proporcionou agora, no momento de maior escassez, a segurança para explorar a água subterrânea daquela região”, comenta João Lúcio Farias, Presidente da Cogerh.

Além das Dunas do Pecém/Paracuru, a Cogerh desenvolveu estudos nos aquíferos das regiões do Cariri, Ibiapaba e Chapada do Apodi. “Além dos estudos feitos, a companhia mantém equipamentos instalados em dezenas de poços para monitorar o nível da água. Dessa forma, podemos ter garantia de uma exploração sustentável do aquífero”, comenta Farias.

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