Página Inicial Imprensa Noticias Maior eficiência na gestão dos recursos hídricos

Maior eficiência na gestão dos recursos hídricos

Avalie este item
(0 votos)

Com o agravamento da crise hídrica no estado, que completou seis anos consecutivos com chuvas abaixo da média, gerenciar os recursos hídricos tem sido um grande desafio para o Ceará. Como forma de atender os usos múltiplos da água, o Governo do Ceará, por meio da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) realiza importante trabalho preventivo com os serviços de monitoramento quantitativo e qualitativo dos 155 açudes cearenses.

Com atuação descentralizada, dividida por gerências regionais distribuídas nas 12 bacias hidrográficas, a Cogerh monitora diariamente o volume de cada manancial que compõe a estrutura hídrica que abastece a população das cidades cearenses.

O trabalho de acompanhamento quantitativo é realizado por meio de escalas linimétricas e conta com a participação de agentes observadores, espalhados nas bacias hidrográficas. O acompanhamento consiste no repasse diário de informações acerca da altura da superfície da água armazenada nos mananciais.

O volume de cada manancial é obtido por meio do cálculo do nível da água pela área de abrangência do açude. As informações levantadas pelos agentes são repassadas pela central de atendimento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Já o monitoramento qualitativo, consiste na coleta de amostras de água dos mananciais para análise em laboratório. Conforme o gerente de desenvolvimento operacional da Cogerh, Disney Paulino, a maioria dos açudes passa pela verificação da qualidade da água trimestralmente. “Apesar da periodicidade trimestral, temos oito açudes onde o monitoramento qualitativo acontece mensalmente, devido a importância de armazenamento dos mesmos para o estado”, afirma.

 
 
Walt Disney Paulino
Gerente de Desenvolvimento Operacioal da Cogerh

Os açudes monitorados mensalmente são: Gavião, Pacajus, Pacoti, Riachão, Sítios Novos, Acarape, Aracoiaba e Castanhão. Os dados relacionados ao volume e a qualidade dos açudes alimentam o portal hidrológico, sistema compartilhado criado pela Cogerh e Funceme, com o objetivo de reunir todas as informações de interesse dos órgãos responsáveis pelo setor hídrico no estado como previsão climática, precipitações, volume de chuvas e quantidade de água armazenada.

As informações repassadas ajudam a nortear a tomada de decisão acerca da quantidade das vazões liberadas para o abastecimento humano, indústria, agricultura e outros usos. “Em tempos de seca, essa deliberação fica cada vez mais delicada. A Cogerh tem procurado agir da forma mais transparente possível nesse contexto hídrico em que o estado se encontra e mediando as demandas e possíveis conflitos”, pontua.

Além da Cogerh, participam das reuniões, representantes dos comitês das bacias hidrográficas, sociedade civil organizada, associações ligadas ao setor hídrico e da sociedade em geral.

Segundo o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, o maior conflito no processo de alocação de água acontece entre a grande bacia hidrográfica do Jaguaribe e a Região Metropolitana de Fortaleza. “Há uma contestação dos habitantes da bacia do Jaguaribe quanto a liberação da água do Castanhão para abastecer Fortaleza. Eles defendem que precisam da água para produzir. Por outro lado, a legislação preconiza que em tempos de seca deve ser priorizado o abastecimento humano. Diante deste cenário, o Governo do Ceará procura estabelecer um equilíbrio entre ter água para produção e ao mesmo tempo garantir o abastecimento das cidades”, relata o secretário.

Ainda conforme Teixeira, esses momentos de negociação tem sido muito ricos e contribuído para o crescimento do estado em termos de gestão dos recursos hídricos.

 

Ler 96 vezes Última modificação em Quarta, 10 Janeiro 2018 11:48